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Quatorze artistas para acompanhar na Bienal de Veneza 2026

Bienal de Veneza 2026 apresenta In Minor Keys, dedicada à curadora falecida Koyo Kouoh, reunindo 111 artistas e espaços que ressaltam ecossistemas artísticos fora do mercado

Fachada da Bienal de Veneza, que começa no sábado (09.05) e vai até novembro deste ano
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  • A 61ª Bienal de Veneza abre no sábado, 9 de maio, com a mostra In Minor Keys, curada por Koyo Kouoh, que faleceu em 2025, e mantida conforme o plano original.
  • A exposição reúne 111 participantes no Giardini e no Arsenale, organizados por eixos em vez de seções fixas.
  • O Brasil está presente com três artistas na mostra principal: Ayrson Heráclito, Dan Lie e Eustáquio Neves.
  • Os temas vão desde santuários, assembleias processuais e jardins multissensoriais até escolas, espaços de descanso e redes de apoio à produção artística fora do mercado.
  • O conjunto inclui nomes como Wangechi Mutu, Otobong Nkanga, Nick Cave, Ebony G. Patterson, Tabita Rezaire, Guadalupe Maravilla, Kader Attia e Alfredo Jaar, entre outros.

A 61ª Bienal de Veneza começa neste sábado, 9 de maio, nos Giardini e no Arsenale. A mostra, intitulada In Minor Keys, reúne 111 artistas em uma disposição que não usa seções fixas, mas eixos que atravessam o espaço. A curadoria foi mantida mesmo após a morte de Koyo Kouoh, curadora cameronesa e primeira mulher africana no cargo, que faleceu em 2025. A equipe que ela escolheu continua à frente do projeto.

A mostra propõe um percurso que privilegia santuários, assembleias processuais e jardins multissensoriais. Entre os temas, há espaços de descanso físico e espiritual, além de escolas que reconhecem ecossistemas criados por artistas fora do circuito comercial. O Brasil participa com três nomes: Ayrson Heráclito, Dan Lie e Eustáquio Neves.

Destaques brasileiros na mostra

Ayrson Heráclito retorna a Veneza após nove anos com a série Juntó, ligada a cosmologias africanas e à história da escravidão no Brasil. A obra usa três materiais orgânicos para explorar uma poética do corpo negro na diáspora por meio de performance, fotografia, vídeo e instalação.

Dan Lie apresenta instalações que trabalham com fungos e plantas, além de matéria em decomposição. A intervenção evolui entre visitas, mudança de cheiro e forma, mantendo o trabalho vivo durante a exposição e após o público deixar o espaço.

Eustáquio Neves, fotógrafo autodidata, utiliza processos de revelação e negativos para explorar memória e ancestralidade afro-brasileira. Suas imagens carregam camadas e fragmentos que vão além da imagem direta para contar uma história.

Outras grandes vozes presentes

Wangechi Mutu, do Quênia/Estados Unidos, expõe esculturas híbridas que discutem violência, representação e colonialismo, explorando o corpo feminino negro em diálogos entre humano, animal e mito. Otobong Nkanga, da Nigéria, trabalha com argila, sabão, cordas e tecidos para falar de extração colonial e deslocamento.

Nick Cave, conhecido pelos Soundsuits, integra o eixo de procissões e rituais coletivos com artistas como Alvaro Barrington e Ebony G. Patterson. Ebony G. Patterson traz uma linguagem carregada de ornamento para discutir luto, invisibilidade e vidas desconsideradas pelo poder.

Torkwase Dyson apresenta trabalhos do Jardim Crioulo que questionam como corpos negros percebem e ocupam espaços. Guadalupe Maravilla, com raízes em El Salvador e nos EUA, traz a série Disease Thrower, que mistura objetos rituais, banhos de som e migração.

Tabita Rezaire trabalha com videoinstalação e redes que conectam sistemas de adivinhação africanos, fungos e física quântica, discutindo saberes de comunidades africanas. Linda Goode Bryant ocupa o Arsenale com Still Life, uma fazenda de 325 metros quadrados que dialoga cinema, arquivo e agricultura urbana.

Kader Attia, que reparo objetos e corpos para investigar o legado colonial, reúne elementos de culturas colonizadas em instalações que dialogam com arquivos e artefatos. Alfredo Jaar chega a Veneza em uma prática que provoca reflexão sobre o que a arte pode fazer diante de atrocidades e guerras.

Sofía Gallisá Muriente utiliza arquivo e movimento para contar a história política de Porto Rico, em um momento de renovada atenção ao tema. Por fim, Alfredo Jaar integra uma carta aberta pedindo resposta a crimes de guerra, mantendo o foco em perguntas sobre responsabilidade histórica da arte.

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