- O conflito entre EUA, Israel e Irã provocou interrupções de envio que afetam as exportações de chá do Quênia, incluindo atrasos e dificuldades logísticas para envios via Irã.
- Em dois meses, as fábricas reduzem a coleta de folhas de chá de três a quatro viagens diárias para apenas duas, durante a primavera de colheita (março a maio).
- Em 2024, o Irã foi comprador de US$ 32,8 milhões em chá queniano, tornando-se um dos dez maiores clientes; o setor representa cerca de dez por cento da renda externa do Quênia.
- Há entre seis e oito milhões de quilos de chá estocados em armazéns de Mombasa, com previsão de queda de até dezoito por cento no negócio neste ano devido à guerra e aos bloqueios.
- Gouvernança e setor sugerem diversificar mercados (ystos África e China) e reduzir custos, como impostos, para ajudar produtores marginais, que enfrentam atrasos de pagamento e pressões de liquidez.
O conflito na região entre EUA, Israel e Irã gera interrupções no transporte, afetando a exportação de chá do Quênia. Em Gakoe, na região central, o produtor John Mwaura observa suas plantas sob orvalho, temendo a maturação excessiva das folhas.
As frestas de entrega diminuíram: de três a quatro carretas por dia, agora chegam apenas duas, levando a atrasos na fábrica local. O início da safra de outono vai de março a maio, mas a logística ruim compromete a colheita.
O chá do Quênia teve Iran como comprador relevante, exportando 32,8 milhões de dólares em 2024. O setor representa 16% das exportações e envolve mais de 7 milhões de pessoas direta ou indiretamente.
Impactos econômicos
Fábricas não conseguem pagar bônus menores cadastrados antes do fim do ano, segundo produtores da região. O frete mais caro e a falta de demanda podem reduzir renda dos agricultores, pressionando financiamentos locais.
Dados de mercado indicam que entre 6 e 8 milhões de kg de chá estão parados em armazéns em Mombaça. Analistas preveem queda de até 18% no volume de negócios no ano, caso o impasse persista.
Estratégias e respostas locais
Alguns produtores avaliam diversificar a produção e buscar novos mercados, inclusive na América do Norte e na Europa. Há também apelos para apoio governamental, como redução de impostos para o setor.
Mwaura sugere que, além de buscar novos consumidores, a cadeia possa adicionar valor ao chá, com chás aromatizados ou instantâneos, aumentando a margem de ganho em mercados alternativos.
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