- O Exército dos EUA atingiu uma embarcação no Pacífico leste, resultando em duas mortes e um sobrevivente.
- Ao todo, mais de cento e noventa pessoas já morreram em ataques a barcos suspeitos de tráfico de drogas nas Caraíbas e no Pacífico desde setembro.
- Um vídeo do Comando Sul mostra o navio sendo atingido e incendiado, com a tripulação supostamente transitando por rotas conhecidas de narcotráfico.
- O Comando Sul informou que as duas vítimas eram homens e que acionou a guarda costeira para buscar o único sobrevivente.
- Especialistas e organizações de direitos humanos contestam a legalidade das ações, classificando-as como execuções extrajudiciais; o Pentágono afirma combater o narco-terrorismo, mas há pouca evidência de redes coordenadas.
O Exército dos EUA afirmou ter atingido uma embarcação no Pacífico Leste na sexta-feira, resultando na morte de dois tripulantes e na sobrevivência de apenas um. O ataque foi descrito como parte de operações contra embarcações suspeitas de transportar drogas. A vítima sobrevivente foi buscada pela Guarda Costeira dos EUA.
Segundo o Comando Sul dos EUA, a embarcação foi flagrada transitando por rotas conhecidas de narcotráfico e estava envolvida em operações desse tipo. A ação levou à morte de dois homens a bordo; não foram divulgadas mais informações sobre a identidade das vítimas. A Guarda Costeira foi acionada para iniciar buscas pelo tripulante sobrevivente.
A ofensiva ocorre em meio a uma série de ataques a embarcações suspeitas de tráfico de drogas no Caribe e no Pacífico, desde setembro, com um total que já supera as 190 fatalidades, conforme registro de veículos de imprensa. O Exército dos EUA descreve as operações como combate ao “narco-terrorismo”.
Questionamentos sobre legalidade
Especialistas em direito afirmam que os ataques levantam questões sobre legalidade e responsabilização, apontando possíveis execuções extrajudiciais sem procedimentos claros. Organizações de direitos humanos, como HRW e AI, criticam as ações e cobram transparência.
O Pentágono sustenta que as ações visam desmantelar redes de narcotráfico na região, mas não apresentou evidências detalhadas de cadeias organizadas de tráfico. Autoridades militares defendem que as ações são necessárias para interromper o fluxo de drogas.
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