- O desfile do Dia da Vitória em Moscou ocorreu sem exibição de tanques e com poucos líderes estrangeiros, refletindo desgaste de Vladimir Putin após vinte anos no poder.
- A economia russa entrou em recessão pela primeira vez em anos, com queda de 1,8% do PIB no início de 2026, mesmo com a renda de petróleo, que não se traduz em melhor condições para a população.
- O governo intensificou o controle da internet, bloqueando WhatsApp, Telegram e restringindo o YouTube, para monitorar mensagens via aplicativo estatal MAX, que não usa criptografia.
- Aliados até então tolerados pelo regime começaram a se manifestar: o líder do Partido Comunista, Gennady Zyuganov, alertou sobre risco de ruptura política semelhante à Revolução de 1917; governadores reclamam de falta de alertas de segurança devido ao bloqueio de apps.
- Putin tem se mantido em bunkers reforçados para a segurança, com aumentos na vigilância da equipe próxima e restrições de uso de transporte público por funcionários, após ataques e mortes de oficiais.
Vladimir Putin enfrenta desgaste político inédito após duas décadas no poder. O tradicional desfile do Dia da Vitória em Moscou, neste sábado (9), ocorreu sem exibição de tanques e com menos líderes estrangeiros presentes, marcando o cenário de crise.
A economia russa vê a primeira recessão em anos, com queda de 1,8% do PIB no início de 2026. Embora haja lucro com o petróleo, o dinheiro não se traduz em melhoria de vida, pois é usado para pagar dívidas e manter as contas públicas no azul.
Especialistas apontam inflação real acima dos números oficiais, o que reduz o poder de compra e aumenta a insatisfação popular. Enquanto isso, o governo tem adotado medidas de controle digital que elevam tensões internas.
Controle digital e censura
O regime restringiu o uso da internet, bloqueando WhatsApp, Telegram e limitando o YouTube para monitorar comunicações por meio de um aplicativo estatal, MAX, que não oferece criptografia. A medida gerou revolta mesmo entre influenciadores digitais antes alheios à política.
Alertas de aliados e setores afetados
A oposição tolerada pelo governo também demonstra preocupação. Gennady Zyuganov, líder do Partido Comunista, alerta para uma possível ruptura política semelhante à Revolução de 1917 se medidas urgentes não forem tomadas. Governadores relatam dificuldade em receber alertas de segurança.
Segurança pessoal de Putin
Relatórios de inteligência indicam paranoia e semanas passadas em bunkers reforçados, especialmente em Krasnodar, no Mar Negro. O presidente tem evitado visitas a instalações militares e mudanças de residência, num ambiente de medo de atentados e de drones ucranianos que já atingiram imóveis próximos ao Kremlin.
Reforço de vigilância e rotina de equipe
A segurança de Putin foi ampliada: cozinheiros, seguranças e fotógrafos são proibidos de usar transporte público. Auxiliares próximos devem usar celulares sem conexão à internet, e qualquer visitante passa por revistas duplas para acessar o núcleo do poder.
Conteúdo produzido pela Gazeta do Povo. Para aprofundar, leia a reportagem completa.
Entre na conversa da comunidade