- Bombardeios israelenses iniciaram às 14h15 do dia 8 de abril, atingindo várias áreas do Líbano em apenas dez minutos e deixando centenas de mortos e mil feridos.
- Em Hay el Sellom, subúrbio ao sul de Beirute, edifícios desabaram e dezenas de moradores ficaram sob os escombros; ao menos 80 pessoas morreram no bairro, incluindo crianças.
- Em Corniche al Mazraa, no centro de Beirute, ataques ceifaram 16 vidas e atingiram áreas civis durante atividades como aula de ginástica, restaurante e barbeiro.
- Ao todo, o dia deixou cerca de 361 mortos e mais de mil feridos no Líbano, com vítimas civis em várias cidades do país; o bairro de Hay el Sellom foi fortemente afetado.
- O Hezbollah e Israel se colocam como alvos em cenários recorrentes desde o início da escalada; autoridades libanesas afirmam que a maioria das vítimas eram civis, enquanto Israel diz que buscava reduzir a capacidade do grupo.
O ataque aéreo israelense contra o Líbano deixou centenas de mortos e milhares de feridos em uma chuva de destruição que começou às 14h15, horário local. Em poucas ações, cerca de 100 alvos foram atingidos em apenas 10 minutos, segundo autoridades libanesas, entre eles centros militares do Hezbollah e alvos civis. O dia ficou marcado como um dos mais letais da guerra na região.
Moradores relatam que bairros densamente povoados sofreram impactos diretos, com residências reduzidas a escombros, estradas estreitas bloqueadas por destroços e resgates dificultados pelos escombros. Em Hay el Sellom, sul de Beirute, o desabamento de prédios deixou dezenas de mortos e muitos feridos, incluindo crianças. Houve relatos de pessoas presas sob os escombros, esperando por socorro.
Na mesma janela de tempo, o centro de Beirute, em Corniche al Mazraa, foi atingido, ceifando 16 vidas. Um ginásio, um restaurante e um salão de cabeleireiro ficaram entre os locais afetados. Vítimas locais afirmam que o ataque parecia dirigir-se a áreas civis, e que o prejuízo alcançou famílias inteiras sem relação comprovada com o Hezbollah.
Impacto humano e desdobramentos
As autoridades libanesas confirmaram mais de 360 óbitos em todo o país naquele dia, com mais de mil feridos. Entre as vítimas, moradores de Hay el Sellom relatam perdas familiares significativas, incluindo mães, irmãs e filhos. O luto se estende a áreas ao redor de Beirute e a cidades do norte e do sul, onde houve ataques em diferentes localidades em uma mesma janela temporal.
Nessa região, o Hezbollah é uma força política e milícia apoiada pelo Irã, e o conflito já envolvia ações de resposta a frequentes ataques aéreos. As Forças de Defesa de Israel (IDF) afirmaram ter atingido centenas de alvos ligados ao grupo naquele dia, mas não apresentaram lista de nomes ou confirmação de alvos específicos em Hay el Sellom. O Hezbollah negou que estivesse atacando civis, sustentando que Israel utiliza civis libaneses como escudo humano para pressionar o movimento.
Além de Beirute, ocorreram ações em Sidon, Hermel e outras comunidades do país. Em Sidon, o complexo religioso Al Zahraa, ligado ao Hezbollah, também foi atingido, resultando na morte de mais civis, incluindo jovens que visitavam a mesquita com familiares. Autoridades locais e internacionais seguem avaliando os danos e as responsabilidades.
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