- Brasil, China e União Europeia criaram a Coalizão Aberta para a Conformidade dos Mercados de Carbono, com adesão de Nova Zelândia e Alemanha.
- O Brasil vai presidir a coalizão pelos dois primeiros anos; a China e a Comissão Europeia serão copresidentes.
- Os próximos passos estruturais devem ser definidos na Conferência do Mercado de Carbono, em 15 de setembro, em Wuhan, na China.
- A iniciativa busca integrar mercados regulados, permitindo que autoridades subnacionais atuem como observadoras.
- A coalizão teve origem na declaração assinada na COP trinta e surge para fomentar práticas comuns e elevar padrões globais de precificação de carbono.
Brasil, China e União Europeia criaram a Coalizão Aberta para a Conformidade dos Mercados de Carbono, assinada nesta quinta-feira na Itália. A iniciativa visa padronizar e integrar créditos de carbono, com foco em conservação e reflorestamento, para frear o aquecimento global.
A coalizão reúne representantes nacionais para facilitar a colaboração e a difusão de melhores práticas. A UE ressalta que a precificação de carbono pode reduzir emissões com eficiência de custos, apoiada por décadas de experiência no Sistema de Comércio de Emissões.
Nova Zelândia e Alemanha aderiram como membros. O Brasil presidirá nos dois primeiros anos, com a China e a Comissão Europeia como copresidentes. A estruturação do colegiado será definida na Conferência do Mercado de Carbono, em 15 de setembro, em Wuhan.
Membros e liderança
O grupo permanece aberto a países com sistemas de carbono regulamentados, incluindo mercados de emissões ou impostos sobre carbono. Autoridades subnacionais puderem participar como observadoras, ampliando a participação no mecanismo.
A coalizão nasce de uma declaração assinada por líderes na COP30, em novembro, alinhando-se à visão de ampliar o uso de mercados de carbono para redução de emissões. Analistas veem o movimento como resposta à pressão de modelos fósseis.
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