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Brasil, China e UE criam coalizão para impulsionar mercados de carbono

Brasil preside coalizão para conformidade de mercados de carbono, unindo China, UE, Alemanha e Nova Zelândia para padronizar créditos e acelerar a precificação

Vice-ministro da Ecologia e do Meio Ambiente da China, Li Gao, secretária extraordinária para os mercados de carbono do Brasil, Cristina Reis, e o diretor-geral da Comissão para a Ação Climática da UE, Kurt Vandenberghe, assinam a criação da coalizão global para os mercados de carbono, em Florença (Itália).
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  • Brasil, China e União Europeia criaram a Coalizão Aberta para a Conformidade dos Mercados de Carbono, com adesão de Nova Zelândia e Alemanha.
  • O Brasil vai presidir a coalizão pelos dois primeiros anos; a China e a Comissão Europeia serão copresidentes.
  • Os próximos passos estruturais devem ser definidos na Conferência do Mercado de Carbono, em 15 de setembro, em Wuhan, na China.
  • A iniciativa busca integrar mercados regulados, permitindo que autoridades subnacionais atuem como observadoras.
  • A coalizão teve origem na declaração assinada na COP trinta e surge para fomentar práticas comuns e elevar padrões globais de precificação de carbono.

Brasil, China e União Europeia criaram a Coalizão Aberta para a Conformidade dos Mercados de Carbono, assinada nesta quinta-feira na Itália. A iniciativa visa padronizar e integrar créditos de carbono, com foco em conservação e reflorestamento, para frear o aquecimento global.

A coalizão reúne representantes nacionais para facilitar a colaboração e a difusão de melhores práticas. A UE ressalta que a precificação de carbono pode reduzir emissões com eficiência de custos, apoiada por décadas de experiência no Sistema de Comércio de Emissões.

Nova Zelândia e Alemanha aderiram como membros. O Brasil presidirá nos dois primeiros anos, com a China e a Comissão Europeia como copresidentes. A estruturação do colegiado será definida na Conferência do Mercado de Carbono, em 15 de setembro, em Wuhan.

Membros e liderança

O grupo permanece aberto a países com sistemas de carbono regulamentados, incluindo mercados de emissões ou impostos sobre carbono. Autoridades subnacionais puderem participar como observadoras, ampliando a participação no mecanismo.

A coalizão nasce de uma declaração assinada por líderes na COP30, em novembro, alinhando-se à visão de ampliar o uso de mercados de carbono para redução de emissões. Analistas veem o movimento como resposta à pressão de modelos fósseis.

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