- Após reunião em Washington, D.C., na quinta-feira, 7, o presidente Lula disse que Brasil e Estados Unidos terão 30 dias para negociar tarifas.
- Lula classificou o encontro como positivo e informou que novas reuniões devem ocorrer nos próximos 30 dias para avaliar avanços.
- Especialistas ouvidos pelo R7 avaliam que avanços pontuais são prováveis, mas uma solução estrutural em um mês é improvável.
- Existe espaço para redução seletiva de tarifas no curto prazo, desde que haja interesse político e econômico de ambos os lados.
- Divergências persistem: Lula diz que o prazo pode levar a consenso; autoridades americanas afirmam que o Brasil tem tarifas altas em alguns produtos, enquanto o Brasil sustenta que a média é baixa, em cerca de 2,7%.
Depois de se encontrar com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Washington, D.C., na quinta-feira 7, o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva disse que Brasil e EUA terão um prazo de 30 dias para negociar tarifas. O encontro foi descrito pelo brasileiro como positivo.
A reunião envolveu a expectativa de avanços pontuais nas disputas comerciais, ainda que especialistas avaliem pouca chance de uma solução estrutural em apenas um mês. O clima entre Lula e Trump foi destacado como favorável aos novos diálogos.
Avaliação de especialistas
Especialistas ouvidos pelo portal destacam que o prazo de 30 dias pode produzir ações concretas, como a suspensão de parte das tarifas remanescentes, a formação de grupos técnicos e a definição de um roteiro de negociação. No entanto, não veem solução ampla em curto intervalo.
O internacionalista João Alfredo Nyegray afirma que o período serve mais como janela política para um primeiro gesto do que para resolver disputas complexas. Ele ressalta que a relação pessoal entre os governantes pode reduzir riscos de escalada imediata, sem, porém, eliminar pressões de setores econômicos.
Possíveis desdobramentos e perspectivas
Ricardo Caichiolo aponta que negociações tarifárias costumam levar meses ou anos, mas admite que 30 dias podem viabilizar medidas pontuais e redução recíproca de tarifas, se houver aceitação de ambos os lados. O ministro Márcio Elias Rosa destacou o ambiente político positivo como ganho do encontro.
Nyegray vê espaço para reduções seletivas de tarifas no curto prazo, beneficiando setores específicos, desde que haja interesse político e econômico de ambas as partes. Caichiolo reforça que a previsibilidade na relação comercial passa pela flexibilização de tarifas, condicionada ao interesse bilateral.
Divergências e parâmetros
Lula afirmou que o prazo de 30 dias pode servir para que Brasil e EUA cheguem a um consenso. Autoridades americanas, por sua vez, indicam que o Brasil cobra tarifas elevadas sobre alguns produtos, enquanto o governo brasileiro sustenta que a média tarifária é baixa, em torno de 2,7%.
Entre na conversa da comunidade