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EUA retiram urânio altamente enriquecido da Venezuela, risco regional

NNSA retira 13,5 quilos de urânio altamente enriquecido da Venezuela, com material em trânsito para processamento nos EUA sob supervisão ambiental

Especialistas da agência dos EUA supervisionam carregamento de combustível nuclear em contêiner na Venezuela (Foto: Divulgação/Administração Nacional de Segurança Nuclear (NNSA))
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  • A Administração Nacional de Segurança Nuclear (NNSA), ligada ao Departamento de Energia dos EUA, removeu 13,5 quilos de urânio altamente enriquecido da Venezuela.
  • O material contou com a participação de técnicos do Instituto Venezolano de Investigación Científica e do governo britânico; está nos Estados Unidos, sob supervisão do Escritório de Gestão Ambiental do Departamento de Energia.
  • O urânio vinha de um antigo reator de pesquisa venezuelano, o RV-1, com enriquecimento acima de 20%.
  • Segundo a NNSA, operações semelhantes costumam levar anos, mas desta vez duraram meses, por ações do governo dos Estados Unidos.
  • A remoção é apresentada como sinal de avanço diplomático entre Estados Unidos e Venezuela, ocorrer após visitas de autoridades americanas ao país.

Uma equipe da Administração Nacional de Segurança Nuclear (NNSA), ligada ao Departamento de Energia dos EUA, realizou a retirada de urânio altamente enriquecido da Venezuela. O feito ocorreu conforme anúncio feito na sexta-feira (8).

Ao todo, foram removidos 13,5 quilos do material nuclear presente em um antigo reator de pesquisa venezuelano. A operação contou com a participação de técnicos do Instituto Venezolano de Investigación Científica e apoio do governo do Reino Unido. O urânio está agora em território norte-americano.

O material permanece sob supervisão do Escritório de Gestão Ambiental do Departamento de Energia dos EUA, com o processamento para reaproveitamento já iniciado nos Estados Unidos. A NNSA informou que o urânio havia sido considerado excedente desde 1991.

Segundo a NNSA, o reator RV-1 sustentou pesquisas nucleares por décadas e, após o fim de suas atividades, o urânio, enriquecido acima de 20%, tornou-se excedente. A remoção foi apresentada como rápida em comparação com operações similares.

A operação ocorre em meio a movimentos diplomáticos entre Washington e Caracas, incluindo visitas recentes de autoridades norte-americanas à Venezuela e a reabertura de canais de diálogo após mudanças políticas no país.

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