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Guerra Civil no Sudão destrói hospitais e igrejas

Conflito em Khartoum destrói hospitais e igrejas, deixando milhares desabrigados e infraestrutura de saúde em estado crítico, apesar de médicos permanecerem trabalhando

A damaged Christian church near the National Police Headquarters in downtown Khartoum.
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  • A guerra civil no Sudão, entre as Forças Armadas Sudanesas ( SAF ) e as RSF, já dura mais de três anos e devastou Khartoum, com prédios, museus e igrejas danificados ou saqueados.
  • O Hospital de Maternidade Al-Saudi, em Omdurman, foi destruído; o atendimento foi realocado para outro hospital por meses e o prédio foi reaberto no ano passado com apoio de uma associação médica.
  • A ONU estima que quatro mil e trezentas crianças foram mortas ou feridas e que quatorze milhões foram deslocadas; a infraestrutura de saúde na região está entre 70% e 80% não operante ou com recursos extremamente limitados.
  • Mais de cem ataques a unidades de saúde foram registrados, e mais de cem igrejas foram danificadas ou destruídas; ataques a maternidades e hospitais já causaram dezenas de mortes.
  • A médica Safa Ali, em Khartoum, continua atendendo mulheres e meninas, incluindo vítimas de violência sexual, apesar do risco de drones e de a cidade permanecer sob tensão.

Não é possível evitar o uso de linguagem humana, portanto apresento uma versão jornalística objetiva, em formato abreviado e coeso, conforme solicitado.

Khartoum, Sudão — a guerra civil entre as forças SAF e RSF devastou prédios, infraestrutura de saúde e espaços religiosos na capital e em outras regiões. A destruição afeta hospitais, museus e igrejas, enquanto a população enfrenta violência, deslocamento e escassez de serviços básicos.

No epicentro do conflito, Al-Saudi Maternity Hospital, em Omdurman, permanece entre as poucas instalações ativas. Médicos relatarem tentativas de prestar atendimento a gestantes e vítimas de violência sexual, mesmo com espaço físico danificado e riscos de segurança constantes. A unidade funciona com apoio de outra área hospitalar para manter operações.

Segundo relatos de profissionais, a construção do hospital foi gravemente atingida: camas viradas, paredes perfuradas por tiros e setores de internação desativados. A restauração ocorreu após a transferência para instalações temporárias e retorno gradual com apoio de organizações nacionais e internacionais.

Na linha de frente, enfrentamentos começaram em 15 de abril de 2023, quando SAF e RSF disputaram o controle do governo. O RSF acabou tomando várias áreas estratégicas de Khartoum, incluindo aeroportos e prédios governamentais, até retomar parte da cidade mais tarde. A violência também atingiu áreas remotas do país.

O Comitê Internacional da Cruz Vermelha e a ONU destacaram impactos humanitários: milhares de crianças feridas, milhões de deslocados e serviços de saúde severamente prejudicados. Organizações internacionais indicam que grande parte da infraestrutura de saúde está inoperante ou com poucos recursos.

Desdobramentos no front e danos culturais

Fontes oficiais indicam que mais de 100 igrejas foram danificadas ou destruídas ao longo do conflito. Em setembro, ataques atingiram espaços religiosos em algumas regiões, elevando o temor entre comunidades locais. A recuperação religiosa é limitada pela insegurança e pela presença de militias em várias áreas do país.

Paralelamente, houve relatos de cooperação internacional com diferentes blocos: alguns países apoiaram o RSF com drones, enquanto outros apoiaram o SAF por meio de acordos militares. A dinâmica externa contribuiu para a continuidade do conflito e para a complexidade da reconstrução.

Situação humanitária e perspectiva

Muitos moradores de Khartoum vivem sob ameaça de novos ataques com drones e ataques aéreos. A população enfrenta deslocamentos, insegurança alimentar e precariedade em cuidados de saúde. Ainda não há perspectiva clara de retomada estável do governo ou de retorno seguro às residências.

Entre os profissionais de saúde, a médica Safa Ali permanece na capital, atendendo pacientes em condições extremas. Ela descreve a continuidade do atendimento como uma decisão de sobrevivência, mesmo diante de perdas pessoais e traumas duradouros.

A reportagem atualiza que, mesmo com avanços pontuais na prestação de serviços, a área de saúde sudanesa continua amplamente fragilizada. A comunidade internacional acompanha a evolução do conflito e as necessidades de proteção a civis, assistência médica e apoio humanitário.

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