- O grupo Dorchester Collection, proprietário do The Lana em Dubai, afirma estar “ok” e tem 60% de ocupação dos 225 quartos; Moody’s aponta expectativa de 10% de ocupação até o fim do segundo trimestre.
- Desde o começo da crise, moradores e expatriados ricos substituem turistas no The Lana, em função do staycation; o hotel adotou medidas de segurança adicionais.
- O The Lana foi inaugurado em 2024, conta com spa assinado Dior e quartos com tarifas entre 2 mil e 83 mil reais por noite.
- O diretor de operações, François Delahaye, enxerga normalização do turismo em Dubai, destacando o papel do aeroporto e de investimentos; há previsão de abrir o The Alba em 2028.
- O grupo planeja chegar a doze endereços, com mais um hotel em Tóquio para 2028; o Brasil não está nos planos, e há foco em renovações de propriedades existentes.
O grupo hoteleiro Dorchester Collection avalia os impactos da crise turística em Dubai, elogiando o Brasil como destino e ironizando dúvidas sobre o potencial do país para o turismo de luxo. O The Lana, cinco estrelas, segue em operação central em Dubai, à beira do canal, sob a gestão da marca.
A ocupação do The Lana está em cerca de 60% de seus 225 quartos, em meio à queda prevista pelo mercado para o segundo trimestre. A Moody’s aponta taxa de ocupação de ~10% em alguns endereços na região, diante das tensões entre Irã, Israel e EUA.
Desde 28 de fevereiro, moradores de Dubai substituem turistas nos corredores do hotel, num movimento de staycation para quem quer curtir a cidade sem viajar. O diretor de operações, François Delahaye, descreve o fenômeno como tendência local.
O The Lana foi inaugurado em 2024 para ser mais discreto que os vizinhos. O hotel abriga o spa assinado pela Dior e quartos com tarificação que varia de 2 mil a 83 mil reais por noite, oferecendo ambiente voltado ao relaxamento.
Em meio aos conflitos, o grupo informa que operam com medidas aprimoradas de segurança. Delahaye mantém confiança no potencial de Dubai como hub de investimentos e avisa que o turismo deve se normalizar.
Plano de expansão inclui o The Alba, com inauguração prevista para 2028, no mesmo emirado. O grupo avalia oportunidades, mas Brasil permanece fora de seus planos imediatos, com investimentos mais cautelosos por enquanto.
Delahaye, com atuação há 20 anos na Dorchester Collection, ressalta a gestão corporativa forte e a necessidade de paciência para desenvolver novos endereços. A rede contabiliza 12 hotéis após a inauguração de novas unidades previstas.
O grupo atua com foco em reformas estratégicas, já que a expansão não se dá apenas pela aquisição de terrenos. Em 2023, o The Dorchester, em Londres, fez remodelação que ampliou experiências, enquanto o Beverly Hills Hotel planeja cinco novos espaços em 2024-25.
Para atrair clientes de alto poder aquisitivo, a empresa utiliza o programa Nexus, que reúne dados sobre preferências, alergias e perfis de viagem dos hóspedes, possibilitando serviços personalizados sem abrir mão da discrição.
Delahaye também comenta desafios do setor, destacando a competição acirrada com novos hotéis e players. O executivo aponta que o mercado de luxo demanda qualidade constante, atualização e inovação para manter a atratividade internacional.
A leitura sobre o panorama global do grupo sugere cautela estratégica na escolha de novos países, mantendo Brasil como observação para futuras etapas de crescimento. A gestão prioriza qualidade, segurança e exclusividade em cada endereço.
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