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Islândia: moradores valorizam piscinas, segredo para turistas

UNESCO reconhece a cultura das piscinas da Islândia como patrimônio cultural imaterial, gerando receio entre moradores com o aumento de turistas

Os islandeses adoram suas piscinas. Só não conte isso aos turistas
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  • A UNESCO reconheceu a cultura das piscinas da Islândia como patrimônio cultural imaterial.
  • A Islândia tem cerca de 150 piscinas naturais; cerca de dois milhões de visitantes chegam por ano desde 2017, exceto durante a pandemia.
  • Muitos islandeses temem que o turismo transbordante vá também para as piscinas, ameaçando uma tradição local.
  • As lagoas termais costumam atrair turistas, com preços mais altos, enquanto as piscinas públicas custam cerca de US$ 10 por dia; a Lagoa Azul pode chegar a US$ 150 nos horários de pico.
  • Há preocupação com higiene e fiscalização, já que as piscinas têm pouco cloro e muitos moradores querem manter os hábitos locais de banho e uso dos chuveiros.

Ar presente, Reykjavik amanhecia sob o frio de -11°C. Na vila Vesturbaejarlaug, moradores já estavam na água há pouco tempo, realizando aquecimentos e exercícios no deck aberto, enquanto o vapor subia do calor das banheiras.

Em pleno inverno, cerca de 20 pessoas em maiô participavam de polichinelos e alongamentos antes de mergulhar nas piscinas públicas. Em meio ao vapor, amigos riam e relaxavam em uma banheira de hidromassagem, longe de curiosos.

A UNESCO reconheceu recentemente a cultura das piscinas islandesas como patrimônio cultural imaterial, o que acendeu preocupação entre alguns moradores. A instituição contabiliza cerca de 850 tradições nesse grupo.

Entre os que frequentam diariamente, estão atletas que treinam pela manhã, famílias que vão após as aulas e idosos que mantêm a rotina. As piscinas são vistas como um terceiro espaço, além de casa e trabalho.

Dados locais apontam que há cerca de 150 piscinas naturais no país, com grande parte de acesso gratuito para crianças e idosos. A atração turística cresce com o aumento de visitantes desde 2017, mesmo com a pandemia.

Há receio de que o fluxo maior de turistas possa mudar a essência do convívio social nas piscinas. Alguns frequentadores mencionam que a fiscalização de higiene pode ficar mais desafiada com a presença de mais visitantes.

Diferenças entre lagoas termais e piscinas públicas também são destacadas. As lagoas costumam ter bares, fotos autorizadas e espaço para celulares, enquanto as piscinas costumam ser mais simples e com custo menor.

Em Sundhollin, uma piscina em Reykjavik, turistas costumam precisar se adaptar à rotina local, como a necessidade de banho antes de entrar na água. Moradores ressaltam que a higiene é uma prática cultural importante no ambiente.

No cenário atual, moradores manifestam desejo de manter as tradições. Alguns afirmam que o segredo das piscinas está na convivência diária, longe de pressões turísticas.

A notícia ressalta que o turismo está chegando aos espaços recreativos, mas que a comunidade busca preservar a essência das práticas cotidianas. Turistas que visitam Islândia costumam buscar experiências autênticas, como mergulhos locais.

A reportagem destaca ainda que o contato com os habitantes e o respeito aos rituais de uso são vistos como centrais para a vivência cultural preservada. Seguidores da cultura islandesa continuam a frequentar as piscinas.

Desdobramentos e perspectivas

A UNESCO classifica a prática como patrimônio imaterial, o que pode atrair maior interesse internacional. Especialistas frisam a necessidade de equilíbrio entre visitação e preservação da rotina comunitária.

Cenas de manhã em Reykjavik mostram a convivência entre prática esportiva, lazer e sociabilidade. A cidade mantém a tradição de piscinas abertas o ano todo, alimentando o cotidiano dos moradores.

Especialistas apontam que a adaptação de infraestrutura e normas de higiene pode ocorrer para acomodar mais visitantes sem descaracterizar a experiência local. A gestão do patrimônio cultural continua em discussão.

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