Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Jornal chinês vê encontro entre Lula e Trump como benefício à China

Global Times vê encontro Lula-Trump como positivo à China; Lula não abriu prioridade aos EUA em terras-raras e mantém portas abertas à parceria com a China

"Nós não temos preferência. O que nós queremos é fazer parceria”, disse Lula depois da reunião de 3 horas com Donald Trump em Washington
0:00
Carregando...
0:00
  • O Global Times, jornal estatal chinês, destacou o encontro entre Lula e Trump em Washington como positivo para a China.
  • A imprensa chinesa informou que Lula não sinalizou preferência pelos EUA no acesso a terras-raras e manteve a porta aberta para parceria com a China.
  • Segundo o Global Times, Lula resistiu à pressão de Trump por um acordo de exportação de terras-raras para os Estados Unidos.
  • A reunião, que durou três horas, foi apresentada como demonstração de autonomia estratégica do Brasil e de cooperação industrial com foco em minerais críticos.
  • As terras-raras são 17 elementos químicos essenciais a dispositivos tecnológicos; o Brasil possui a segunda maior reserva e o manejo internacional envolve EUA e China.

O jornal Global Times, órgão estatal chinês, cobriu o encontro entre o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-presidente dos EUA Donald Trump. A reunião ocorreu na quinta-feira, 7 de maio de 2026, em Washington, e teve duração de cerca de três horas. O tom internacional foi de cautela, sem anúncio de alianças estratégicas.

A leitura do Global Times é de que o resultado foi positivo para a China. Segundo a matéria, Lula não sinalizou preferência pelos EUA para o acesso a terras-raras, recursos-chave para a indústria de tecnologia. A assessoria brasileira afirmou que o foco foi a construção de parcerias, não uma relação exclusiva.

Terra-raras e soberania industrial

Para o Global Times, Lula reforçou a autonomia estratégica do Brasil, resistindo a pressões por exportação acelerada de terras-raras aos EUA. A imprensa chinesa aponta que o Brasil busca manter espaço de atuação independente no setor, explorando seus recursos para além de um papel de exportador de matéria-prima.

O artigo explica que terras-raras são 17 elementos essenciais a smartphones, câmeras e LED. O Brasil detém a segunda maior reserva global, segundo o USGS, o que atrai interesses de Washington e de Pequim na construção de cadeias de produção.

Contexto internacional

A China hoje domina cerca de 90% do refino de terras-raras e detém a maior reserva mundial. Mesmo assim, Pequim vê no Brasil um parceiro estratégico para evitar que os EUA influenciem o setor. A reportagem ressalta que o Brasil pode ampliar seu papel industrial com parcerias no campo tecnológico.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais