- O Global Times, jornal estatal chinês, destacou o encontro entre Lula e Trump em Washington como positivo para a China.
- A imprensa chinesa informou que Lula não sinalizou preferência pelos EUA no acesso a terras-raras e manteve a porta aberta para parceria com a China.
- Segundo o Global Times, Lula resistiu à pressão de Trump por um acordo de exportação de terras-raras para os Estados Unidos.
- A reunião, que durou três horas, foi apresentada como demonstração de autonomia estratégica do Brasil e de cooperação industrial com foco em minerais críticos.
- As terras-raras são 17 elementos químicos essenciais a dispositivos tecnológicos; o Brasil possui a segunda maior reserva e o manejo internacional envolve EUA e China.
O jornal Global Times, órgão estatal chinês, cobriu o encontro entre o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-presidente dos EUA Donald Trump. A reunião ocorreu na quinta-feira, 7 de maio de 2026, em Washington, e teve duração de cerca de três horas. O tom internacional foi de cautela, sem anúncio de alianças estratégicas.
A leitura do Global Times é de que o resultado foi positivo para a China. Segundo a matéria, Lula não sinalizou preferência pelos EUA para o acesso a terras-raras, recursos-chave para a indústria de tecnologia. A assessoria brasileira afirmou que o foco foi a construção de parcerias, não uma relação exclusiva.
Terra-raras e soberania industrial
Para o Global Times, Lula reforçou a autonomia estratégica do Brasil, resistindo a pressões por exportação acelerada de terras-raras aos EUA. A imprensa chinesa aponta que o Brasil busca manter espaço de atuação independente no setor, explorando seus recursos para além de um papel de exportador de matéria-prima.
O artigo explica que terras-raras são 17 elementos essenciais a smartphones, câmeras e LED. O Brasil detém a segunda maior reserva global, segundo o USGS, o que atrai interesses de Washington e de Pequim na construção de cadeias de produção.
Contexto internacional
A China hoje domina cerca de 90% do refino de terras-raras e detém a maior reserva mundial. Mesmo assim, Pequim vê no Brasil um parceiro estratégico para evitar que os EUA influenciem o setor. A reportagem ressalta que o Brasil pode ampliar seu papel industrial com parcerias no campo tecnológico.
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