- Lula afirmou que não quer guerra com os EUA e que tentou provar que o Brasil está certo na reunião com Donald Trump.
- Disse que é preciso disputar a narrativa e discutir fatos, sem precipitar a resolução do tarifaço.
- Mencionou que, no século vinte inteiro até 2008, os EUA eram o maior parceiro comercial; atribuiu a mudança à entrada da China no comércio brasileiro.
- Destacou que ambos são “dois homens de 80 anos de idade” e que não brincam em serviço, ressaltando a necessidade de respeito mútuo e que está tranquilo na relação com os Estados Unidos.
- Lula informou que há um prazo de trinta dias para uma nova conversa com Trump, pessoalmente ou por telefone, e Trump elogiou o brasileiro, chamando-o de “bom homem” e “cara inteligente”.
Nesta sexta-feira (8), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, durante evento do governo federal, que não deseja conflito com os EUA e busca provar, na prática, que o Brasil está correto em relação às tarifas impostas pelos Estados Unidos. A declaração ocorreu após uma reunião com o presidente norte-americano, Donald Trump, em Washington, D.C.
Lula destacou que a estratégia é disputar a narrativa com fatos, sem declarar guerra, e que pretende demonstrar a validade de seus argumentos. O presidente ressaltou a importância de discutir resultados e não apenas posicionamentos políticos.
O chefe do Executivo também comentou sobre o histórico comercial entre Brasil e EUA, dizendo que nos anos anteriores os norte-americanos eram o maior parceiro comercial do Brasil, até o período em que a China se tornou protagonista no comércio global. Segundo ele, isso ocorreu por mudanças estratégicas dos EUA.
Repercussões e contexto da conversa
Durante o encontro, Trump elogiou Lula, descrevendo-o como um líder competente e ressaltando o bom relacionamento entre os dois países. O enfoque foi na capacidade de ampliar o comércio e discutir tarifas, além de temas como minerais e combate ao crime organizado.
Lula informou ter estabelecido um prazo de 30 dias para uma nova conversa entre os dois governos, seja pessoalmente ou por telefone. A ideia é avançar nas negociações comerciais e alinhar posições sobre tarifas.
O encontro ocorreu em uma perspectiva de cooperação bilateral, com a promessa de aprofundar o diálogo sobre tarifas e medidas para facilitar o comércio entre Brasil e Estados Unidos. A agenda também contemplou questões diplomáticas e de segurança regional.
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