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Lula analisou reuniões de Trump antes do encontro na Casa Branca

Governo estudou antecedentes de Trump para evitar constrangimentos; o encontro em Washington gerou grupos de trabalho e consolidou Lula como negociador internacional

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos EUA, Donald Trump, depois de reunião e almoço de trabalho na Casa Branca, em Washington, em Washington, na 5ª feira (7.mai)
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  • Governo brasileiro avaliou encontros anteriores de Donald Trump para evitar constrangimentos antes do encontro de 7 de maio de 2026 na Casa Branca, considerado uma das melhores investidas de Lula.
  • A data foi proposta pelos EUA de última hora; o encontro ocorre um ano após o “Liberty Day” de abril de 2025 e depois do encontro anterior, na Malásia.
  • O principal tema foi o comércio bilateral. Lula apresentou três eixos: sanções a brasileiros, combate ao crime organizado e relação comercial, com criação de grupos de trabalho e prazo de 30 dias para negociar.
  • A delegação levou documentos, mas temas como Comando Vermelho, PCC, Pix e big techs não foram discutidos, pois os norte-americanos não levantaram esses assuntos.
  • O interesse americano em minerais críticos ficou abaixo do esperado; o Brasil manteve abertura para discutir o tema sem entregar exclusividade, e Lula entregou a Trump uma cópia do Acordo de Teerã de 2010.

O governo brasileiro preparou o encontro entre Lula e Trump em Washington, previsto para quinta-feira, 7 de maio de 2026, com base em reuniões anteriores do presidente norte-americano. A ideia foi evitar constrangimentos e ampliar o perfil diplomático de Lula, que chegou a uma de suas melhores leituras internacionais do mandato.

A reunião ocorreu no Salão Oval, após almoço de trabalho. O vice-presidente dos EUA, JD Vance, participou da abertura, mas não interveio durante o diálogo. O Planalto avaliou o formato como positivo, pois reduziu espaço para declarações imprevisíveis.

Comércio dominou o encontro

O tema central foi o comércio bilateral. Lula levou três eixos: sanções sobre brasileiros, combate ao crime organizado e relação comercial entre os dois países. O foco recaiu sobre a Seção 301, que investiga políticas brasileiras relativas ao Pix, tarifas e desmatamento. O Brasil contestou a base dos argumentos norte-americanos.

Foi acordada a criação de grupos de trabalho para ampliar a previsibilidade das negociações. Lula abriu a proposta, que Trump aceitou. Os grupos têm prazo de 30 dias para avançar as tratativas.

Prognóstico e formato da delegação

A delegação brasileira chegou a Washington com pautas bem definidas e com itens que não seriam discutidos. Entre os temas ausentes estavam o Comando Vermelho, o PCC e o Pix, considerados não prioritários pelos norte-americanos no momento.

Also foram mantidos de fora temas envolvendo grandes empresas de tecnologia, que poderiam vir a gerar disputa com os EUA. Assim, o Brasil evitou adiantar questões potencialmente desfavoráveis.

Minerais críticos, Irã e outras sinalizações

Segundo fontes do Planalto, o interesse dos EUA em minerais críticos ficou abaixo do esperado e não houve assinatura de memorando ou anúncio de acordo. O Brasil sinalizou disponibilidade para discutir o tema, sem abrir exclusividade a parceiros.

Lula entregou a Trump uma cópia do Acordo de Teerã de 2010, firmado com Turquia e Irã, sinalizando que negociações diplomáticas ainda são possíveis em cenários internacionais complexos.

Contexto político e desdobramentos

A visita buscou projetar Lula como líder capaz de dialogar com governantes de campos opostos e reduzir pressões de aliados de Bolsonaro em Washington. A estratégia surge em meio a ações do Departamento de Estado que haviam prejudicado relações com o governo brasileiro, incluindo sanções a membros do STF e ao ministro Alexandre de Moraes, sob a Lei Magnitsky.

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