- Lula afirmou que a China passou a integrar as relações comerciais do Brasil porque os Estados Unidos e a União Europeia teriam “abandonado” o país, com o Brasil deixando de ser o foco para EUA, e a UE reorientando-se ao Leste Europeu.
- O comentário foi feito em Brasília, durante evento sobre investimentos no programa Luz Para Todos.
- O presidente destacou a conversa com o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmando ter mostrado que a justificativa de tarifar produtos brasileiros por déficit comercial estava incorreta.
- Segundo Lula, em quinze anos houve superávit dos EUA com o Brasil de US$ 415 bilhões; o Brasil teve déficit de US$ 14 bilhões no ano anterior.
- Lula disse que não quer guerra e que busca resolver o tarifaço com base em fatos, mantendo boa relação com Trump desde a ONU e trabalhando para solucionar o problema.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a entrada da China nas relações comerciais do Brasil ocorreu porque Estados Unidos e União Europeia teriam abandonado o Brasil. O comentário foi feito em Brasília, durante evento sobre investimentos no programa Luz Para Todos.
Segundo Lula, até 2008 os EUA eram o principal parceiro, mas a China passou a atuar mais ativamente diante da percepção de abandono. A UE, por sua vez, teria se concentrado em outra região, deixando a América Latina e a África menos prioritárias aos olhos de parceiros externos.
Lula também mencionou a conversa com o presidente dos EUA, Donald Trump, em Washington, na véspera. O petista afirmou ter mostrado que a justificativa de Trump para tarifas sobre produtos brasileiros por déficit comercial estava incorreta, apresentando dados de superávit entre Brasil e EUA.
Interlocução com Washington e dados comerciais
O petista destacou que, ao longo de 15 anos, bens e serviços registraram superávit de US$ 415 bilhões para o Brasil, enquanto, no ano anterior, o déficit brasileiro ficou em US$ 14 bilhões. Ele disse não buscar confronto, mas contestar a narrativa com fatos.
Lula frisou ainda que mantém relação institucional com Trump desde a reunião na Assembleia Geral da ONU e ressaltou que o governo tem atuado para reduzir o impacto do tarifaço. O presidente afirmou que não pretende decisões precipitadas, buscando diálogo e cooperação com os EUA.
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