- A inteligência dos EUA indica que Mojtaba Khamenei, mesmo ferido, está ajudando a orientar a estratégia de guerra iraniana e as negociações com os EUA para encerrar o conflito.
- Khamenei não é visto em público desde o ataque que deixou ferimentos graves nele, no pai e em outros líderes militares, alimentando dúvidas sobre sua saúde e autoridade.
- O regime iraniano permanece fragmentado, com dúvidas sobre quem realmente tem poder de decisão para negociar o fim da guerra.
- Segundo as fontes, agentes da Guarda Revolucionária Islâmica, junto com o presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, conduzem as operações diárias, enquanto Khamenei estaria pouco acessível.
- O governo dos Estados Unidos mantém o cessar-fogo, enquanto avalia propostas iranianas e a capacidade de o Irã resistir a sanções e bloqueios, com avaliações de que o Irã já recuperou parte de suas capacidades militares.
O novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, continua influente na formulação da estratégia de guerra, segundo a inteligência dos EUA. Relatórios indicam que ele orienta negociações ao lado de altos funcionários, em um quadro ainda fragmentado. A autoridade permanece incerta, mas há indícios de participação no formato das conversas com os EUA para encerrar o conflito.
Khamenei não foi visto em público desde o ataque que feriu o herdeiro aparente da liderança e matou alguns líderes militares no início da guerra. A ausência alimenta especulações sobre seu estado de saúde e sobre a extensão de seu poder dentro da estrutura de poder do Irã.
A comunidade de inteligência dos EUA não confirmou a localização dele, reforçando que ele evita comunicações eletrônicas, recorrendo a mensagens por mensageiros ou a encontros presenciais. Enquanto isso, o Irã segue isolado, em tratamento médico e com queimaduras graves que afetam rosto, braço, tronco e perna.
Pelo governo americano, o esforço diplomático permanece ativo. A Casa Branca aponta que o país busca uma solução diplomática para o conflito, mesmo com um cessar-fogo que já dura mais de um mês. As avaliações destacam que o Irã recuperou parte de suas capacidades, apesar dos ataques recentes.
Segundo fontes próximas à inteligência, autoridades iranianas de alto escalão conduzem, no dia a dia, as operações, com participação indireta de Mojtaba na definição de linhas gerais. Outros relatos mencionam o papel central do presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, na interlocução com Washington.
Entre as dúvidas, está o grau de envolvimento real de Khamenei nas decisões estratégicas. Analistas ressaltam que o sistema iraniano permanece fragmentado, o que pode dificultar a coordenação de propostas unificadas aos negociadores estrangeiros.
As avaliações apontam que o bloqueio americano e os recentes ataques afetaram a capacidade militar do Irã, sem destruí-la por completo. Relatórios indicam que o Irã pode levar alguns meses para resistir ao aperto externo, mantendo a resistência econômica parcialmente estável.
A CNN citou um alto oficial de inteligência, que descreveu danos reais ao aparato de defesa iraniano e indicou que o regime pode manter o foco em estratégias que pressionem a população civil. As autoridades norte-americanas destacam que não comentam questões de inteligência.
Especialistas consultados mencionam que a liderança iraniana, mesmo ausente, busca manter uma posição de aprovação final para decisões amplas. O objetivo é preservar a legitimidade interna e evitar que disputas internas comprometam negociações externas.
Antes de novas rodadas de negociação, autoridades dos EUA e do Irã discutiram o papel de figuras-chave, com o objetivo de entender quem tem autoridade de fato para negociar. A situação permanece vulnerável a mudanças internas e à dinamicidade dos esforços diplomáticos.
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