- Dois novos casos suspeitos de hantavírus são relatados, um na Espanha e outro na ilha de Tristão da Cunha, no Atlântico Sul, vinculados ao surto iniciado no cruzeiro de luxo MV Hondius.
- A Organização Mundial da Saúde confirmou que alguns casos no navio são causados pela cepa Andes, a única que pode se espalhar entre pessoas em contato próximo.
- Três pessoas morreram no surto envolvendo o Hondius: um casal holandês e um cidadão alemão.
- Quatro outras pessoas já foram confirmadas infectadas e recebem tratamiento em hospitais na Holanda, África do Sul e Suíça; há também um possível quinto caso.
- Autoridades ressaltam que o risco para a população em geral permanece baixo, mas pedem vigilância a quem teve contato com passageiros do navio.
Dois novos casos suspeitos de hantavírus foram registrados na sexta-feira, um na Espanha e outro na ilha remota de Tristão da Cunha, no Atlântico Sul. A confirmação veio no contexto do surto ligado ao cruzeiro de luxo que deixou várias pessoas doentes. As autoridades avaliam a relação entre os casos e o navio MV Hondius.
Na Espanha, uma mulher de 32 anos, moradora da província de Alicante, apresenta sintomas compatíveis com hantavírus e está em avaliação clínica. A paciente esteve em um voo próximo a uma passageira holandesa que contraiu a doença a bordo, no voo de retorno após o desembarque no porto de Joanesburgo, em 25 de abril.
Na ilha de Tristão da Cunha, um cidadão britânico é suspeito de infecção. Autoridades locais informaram que ele era passageiro do navio com bandeira holandesa que fez escala na ilha entre 13 e 15 de abril. A OMS ressalta que o risco para a população geral permanece baixo.
Desdobramentos e contexto
A OMS confirmou que parte dos casos no navio corresponde à cepa Andes do hantavírus, a única forma que pode se transmitir entre pessoas. Três pessoas morreram até o momento associadas ao surto: um casal holandês e um cidadão alemão.
Quatro indivíduos continuam hospitalizados com confirmação de infecção: dois britânicos, um holandês e um suíço. Há ainda um quinto possível caso, segundo a OMS. O CDC classificou o episódio como emergência de nível 3, o nível mais baixo de resposta. A vigilância segue intensificada para quem teve contato com passageiros do Hondius.
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