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Onde estão os passageiros do cruzeiro atingido pelo surto de hantavírus

Autoridades monitoram passageiros que deixaram o MV Hondius; oito casos de hantavírus ligados à viagem são reportados pela OMS, com três mortes

O navio de cruzeiro MV Hondius, onde ocorreu surto fatal de hantavírus. (Foto: Elton Monteiro/EFE)
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  • O MV Hondius tinha 114 passageiros e 61 tripulantes (22 países); 32 passageiros desembarcaram em Santa Helena em 24 de abril, antes da confirmação do surto, que foi divulgada à OMS em 2 de maio.
  • Até o momento, oito casos ligados à viagem foram reportados, com três mortes; cinco desses casos foram confirmados como hantavírus.
  • O cruzeiro segue rumo a Tenerife, nas Ilhas Canárias, e a Espanha aceitou receber a embarcação; Canárias resistiu à entrada até que haja informações completas, com retirada controlada de passageiros e tripulantes e posterior repatriação.
  • A OMS mantém contato com pelo menos doze governos para monitorar pessoas que estiveram a bordo ou retornaram para casa; no Reino Unido, sete britânicos desembarcaram em Santa Helena, e nos EUA há monitoramento em cinco estados.
  • A cepa identificada é a Andes, com transmissão entre pessoas em situações específicas; autoridades apontam que a infecção pode ter ocorrido antes do embarque, ainda que outras hipóteses, como roedores no navio, não tenham sido descartadas.

O surto de hantavírus a bordo do cruzeiro MV Hondius levou autoridades de saúde de várias nações a rastrear passageiros que deixaram o navio antes da confirmação da doença. Até o momento, a OMS registra oito casos ligados à viagem, com três mortes; cinco casos já foram confirmados como hantavírus.

Segundo a Oceanwide Expeditions, que organiza a viagem, o navio transportava 114 passageiros e 61 tripulantes de 22 países. Em 24 de abril, 32 passageiros desembarcaram em Santa Helena, ilha britânica no Atlântico Sul, antes da confirmação do surto. A OMS só relatou o surto em 2 de maio.

O cruzeiro seguiu com cerca de 146 pessoas a bordo, de 23 nacionalidades, com destino a Tenerife, nas Ilhas Canárias, Espanha. A ideia é que, após avaliação médica, haja repatriação conforme o resultado dos testes.

Desdobramentos na Espanha e em Santa Helena

A Espanha aceitou receber o navio em Tenerife, mas houve resistência nas Canárias. O presidente regional, Fernando Clavijo, afirmou que não permitiria a entrada sem informações suficientes. O MV Hondius continua em caminho, com ancoragem planejada ao largo da costa para retirada controlada de passageiros e tripulantes.

Pessoas estrangeiras, após avaliação, devem ser repatriadas; espanhóis serão encaminhados para quarentena em um hospital militar em Madri. A tripulação espanhola também passará por avaliação médica, conforme orientação das autoridades.

Monitoramento internacional e ações de saúde

A OMS mantém contato com governos para monitorar passageiros e retornos. A BBC aponta que pelo menos 12 países acompanham pessoas associadas ao MV Hondius, entre eles Canadá, Dinamarca, Alemanha, Holanda, Nova Zelândia, Reino Unido e EUA.

Nos EUA, autoridades de cinco estados acompanham indivíduos ligados ao navio, sem sintomas até o momento. O estado da Geórgia, Texas, Arizona, Virgínia e Califórnia são citados em informações de veículos locais de imprensa.

Casos e informações sobre o vírus

Na Suíça, um homem que desembarcou em Santa Helena testou positivo para a cepa Andes do hantavírus e está recebendo tratamento em Zurique. Na França, oito cidadãos com contato a bordo do voo entre Santa Helena e Joanesburgo já foram orientados a isolamento e testes, com um caso apresentando sintomas leves.

Entre as vítimas confirmadas, dois holandeses (casal) e uma alemã faleceram. A OMS informa que a alemã apresentou febre em 28 de abril e evoluiu com pneumonia. Além deles, ainda há 13 holandeses e 6 alemães a bordo ou em quarentena.

Perspectivas e hipóteses sobre a transmissão

A cepa identificada no navio é Andes, associada a casos raros de transmissão entre pessoas em circunstâncias específicas. A OMS afirma que não se trata de um início de pandemia, pois a transmissão entre humanos é incomum e costuma exigir contato próximo.

Especialistas indicam que a hipótese inicial é de infecção preexistente ao embarque, durante viagem pela América do Sul. Outras possibilidades, como roedores no navio, ainda estão sob avaliação pela equipe médica. O cruzeiro começou em 1º de abril, em Ushuaia, Argentina, com previsão de chegar às Canárias em 10 de maio.

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