- Lula e Trump voltaram a discutir tarifas, com o brasileiro propondo um grupo de trabalho com prazo de trinta dias para tratar das cobranças e da investigação norte‑americana de 2025.
- A avaliação interna brasileira aponta que não houve vitória definitiva e que o mandato de Trump é volátil, com idas e vindas.
- A investigação da Seção Trinta e Um (USTR) mira questões como o Pix, a rua 25 de Março e o etanol, e pode resultar em medidas unilaterais dos Estados Unidos.
- Sobre minerais críticos, houve abertura para negociação, mas sem memorandos ou documentos formais até o momento, com Lula defendendo soberania e abertura a investimentos internacionais.
- No tema das big techs, o impasse na Organização Mundial do Comércio envolve serviços digitais e a moratória de downloads, com o Brasil defendendo prazo de dois anos para a continuidade da isenção, enquanto os EUA buscam prazos mais longos.
A reunião entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-presidente Donald Trump girou principalmente em torno das tarifas. Lula propôs a criação de um grupo de trabalho com prazo de 30 dias para avançar nas questões ligadas às cobranças e à investigação comercial aberta pelos EUA em 2025.
Apesar de avaliação positiva dada pelo governo brasileiro, não houve vitória definitiva. Fontes próximas ao Planalto dizem que o mandato de Trump é oscilante e, por isso, o resultado depende de próximos encontros e de ações futuras entre as partes.
Tarifa em pauta
Representantes dos dois países discutiram a possibilidade de ajustes nas tarifas e de respostas a medidas unilaterais. O grupo de trabalho ficou acordado para mapear pendências, com o objetivo de reduzir atritos comerciais entre Brasil e EUA.
O governo brasileiro destacou que a Seção 301 pode abrir espaço para medidas contra o Brasil, caso haja práticas consideradas injustas. A avaliação é de que o processo pode trazer impactos relevantes para setores como mineração e consumo.
Jamieson Greer, representante do USTR, participou do encontro e teve postura mais firme em alguns momentos. Durante a reunião, temas variaram, com mudanças de foco ao longo de três horas de conversa.
Minerais críticos e tecnologia
No tema de minerais críticos, não houve assinatura de memorandos formais até o momento. Lula sinalizou disposição para negociação, mantendo soberania e abrindo espaço para investimentos, desde que haja regras claras.
O governo brasileiro também tratou da negociação sobre serviços digitais e comércio eletrônico na OMC. A posição brasileira defende prazo mais curto para a moratória, ao lado de abertura para tributar serviços, mantendo soberania.
Observa-se que o tom das conversas manteve o objetivo de evitar ganhos unilateriaos. O governo brasileiro reiterou interesse em cooperação com empresas de diferentes países, sem favorecer qualquer origem específica, desde que haja regras estáveis.
Até o momento, não há assinatura de acordos ou documentos formais sobre os minerais ou as big techs. A agenda dos próximos dias deve indicar se haverá novos encontros e continuidade das negociações.
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