- Donald Trump anunciou um cessar-fogo de três dias entre Rússia e Ucrânia, com suspensão de atividade bélica e troca de 1.000 prisioneiros de cada lado.
- A Ucrânia, por meio do presidente Volodymyr Zelensky, confirmou a participação; a Rússia também disse ter aceitado, segundo a imprensa estatal.
- Previamente, as partes se acusaram mutuamente de violar cessar-fogos, e Moscou afirmou ter sido alvo de drones durante a noite.
- O desfile de vitória em Moscou deve ocorrer sem hardware militar; autoridades alertaram sobre ataques e drones, com dezenas derrubados e impactos em várias regiões.
- Um grande incêndio está em curso na zona de exclusão de Chernobyl, com cerca de 11 quilômetros quadrados já atingidos; a radiação permanece dentro do normal.
Donald Trump afirmou a implementação de um cessar-fogo de três dias entre Rússia e Ucrânia, para suspender todas as atividades bélicas e promover a troca de mil prisioneiros, 1.000 de cada lado. A declaração ocorreu após ambos os países se acusarem mutuamente de violar cessar-fogos.
Pouco depois, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, confirmou a participação de seu país, assim como a Rússia teria aceitado a proposta, segundo a mídia estatal russa. A notícia surge em meio a relatos de ataques de ambos os lados contra posições adversárias.
Anteriores mensagens indicaram que cada lado acusava o outro de violação de cessar-fogo. O prefeito de Moscou informou que a cidade foi alvo de drones na noite anterior, elevando o clima de tensão em favor das celebrações do Dia da Vitória.
Cessar-fogo e contexto estratégico
Trump afirmou ter solicitado pessoalmente o cesse-fogo e agradeceu a concordância de Putin e Zelensky. Putin já havia anunciado, anteriormente, um cessar-fogo para 8-9 de maio, em preparação para as celebrações, com Kyiv defendendo uma trégua indefinida a partir de 6 de maio.
Rússia também avisou a Ucrânia para não tentar interromper a parada de 9 de maio em Red Square. O ministério da Defesa russo ameaçou lançar um ataque militar maciço a Kyiv caso haja qualquer ataque, e pediu aos diplomatas estrangeiros que deixem a capital antes do feriado.
Avanços e impactos locais
Pela primeira vez em quase duas décadas, não haverá hardware militar na parada de Moscou, que permanece em alerta máximo. Autoridades locais anunciaram bloqueios de internet móvel na cidade e em São Petersburgo por questões de segurança.
Apesar das negociações, as informações indicam continuidade de ataques no território ucraniano. Zelensky afirmou ter ocorrido mais de 140 ataques nas primeiras horas de cessar-fogo, com mais de 850 ataques de drones, afirmando que Kiev agiria em resposta adequada.
Reações internacionais e desdobramentos
Enquanto o Conselho Europeu avalia possibilidades de diálogo com a Rússia, o porta-voz do Kremlin sinalizou disposição para o diálogo, sem iniciar contatos por conta própria. EUA sinalizam manter mediação, embora haja preocupações com a agenda regional.
Zelensky indicou a expectativa de visitas de emissores dos EUA a Kyiv nas próximas semanas. Separadamente, equipes de emergência ucranianas combatem um grande incêndio na zona de exclusão de Chernobyl, com fogo se expandindo rapidamente.
Observação geopolítica
A ausência de participação de autoridades estrangeiras de alto escalão na comemoração de Moscou é mencionada pela imprensa, com restrições de convidados estrangeiros e presença de líderes de poucos países. A situação permanece volátil, com cortes de comunicação pontuais e medidas de segurança reforçadas.
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