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Vários pavilões da Bienal de Veneza fecham em protesto contra inclusão de Israel

Protesto contra inclusão de Israel na Bienal de Veneza fecha cerca de uma dúzia de pavilões na prévia; artistas somam referências a Palestina

The Dutch pavilion was one of at least six that were shuttered all day on Friday.
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  • A greve organizada pela Art Not Genocide Alliance levou ao fechamento de cerca de uma dúzia de pavilhões na última pré-visualização da Bienal de Veneza, com alguns fechando o dia todo e outros por parte do tempo.
  • Os pavilhões da Bélgica, Holanda, Áustria, Japão, Macedônia e Coreia ficaram fechados durante todo o dia; os britânico, espanhol, francês, egípcio, finlandês e luxemburguês abriram ou fecharam perto das quatro da tarde.
  • Artistas do show principal In Minor Keys apoiaram a greve adicionando referências a Palestina, com bandeiras e cartazes expostos em várias instalações.
  • O pavilhão britânico apareceu com uma placa informando a paralisação devido à greve de trabalhadores culturais italianos, e só reabriu após reforço de equipe.
  • O pavilhão israelense ficou fechado pela manhã por evento privado; a Bienal já havia registrado protestos anteriores contra a inclusão de países como Rússia e Israel.

O que aconteceu ocorreu na França? Não. Na Venice Biennale, um protesto levou ao fechamento de vários pavilões na última faixa de visualização antes da abertura ao público. A greve foi organizada pela Art Not Genocide Alliance (Anga), para pedir a exclusão de Israel do evento devido à guerra em Gaza. Cerca de 12 pavilhões fecharam parcial ou integralmente na sexta-feira, último dia da pré-visualização.

Alguns pavilões permaneceram fechados durante todo o dia, entre eles o austríaco, o holandês, o belga, o japonês, o macedônio e o coreano. Outros abriram pela manhã, mas fecharam ao redor das 16h. Entre as obras, o destaque da Áustria permaneceu com portas fechadas durante toda a manhã.

Quem está envolvido envolve pavilhões nacionais e artistas que apoiaram a greve ao acrescentar referências à Palestina às obras. Em alguns casos, cartazes foram afixados fora das instalações com mensagens de apoio a Palestine. O British pavilion chegou a ter portas fechadas pela manhã, com aviso de ausência de equipe devido a uma paralisação cultural italiana, mas reabriu mais tarde.

Quando aconteceu? Sexta-feira, pouco antes da abertura para o público, 24 horas antes da abertura oficial. Onde ocorreu? No Complexo de Giardini e no Ca’ Giustinian, na Bienal de Veneza. Por quê? A mobilização reivindica a exclusão de Israel da mostra, em protesto contra a guerra em Gaza.

O Israeli pavilion fechou pela manhã, mas a causa foi um evento privado. O British pavilion também encerrou portas temporariamente, com reabertura após a obtenção de apoio de pessoal extra. A situação ocorre em meio a protestos recorrentes na edição de 2026, que já viu intervenções de outras ações de grupo e da imprensa.

A direção da mostra destacou que a cerimônia de premiação Golden Lion foi marcada por controvérsias anteriores, com a saída em massa do júri por objeção a entradas de países com mandados internacionais contra seus líderes, o que historicamente impacta a participação de Rússia e Israel. Um veto não chegou a ser aplicado, mas o clima permanece tenso.

Antes do evento, o júri anunciou a decisão de não considerar entradas de países com líderes sob mandado internacional. O governo UK se recusou a enviar um ministro para abrir o pavilhão britânico, alegando a presença russa na mostra. A Bienal de Veneza já teve episódios de protesto nas edições anteriores, inclusive em 1968 e 1970, com desdobramentos na premiação.

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