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Vaticano adota cautela sobre encontro com Rubio, sinalizando tensões com Trump

Declaração do Vaticano sobre encontro com Rubio sugere tensões com Trump, apesar de renovar compromisso de manter boas relações bilaterais

O papa Leão XIV se encontra com o Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, no Vaticano — Foto: Vatican Media/Simone Risoluti/Divulgação via Reuters
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  • O Vaticano divulgou uma nota após a reunião entre o papa Leão e o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, dizendo que ambos renovaram o compromisso de promover boas relações bilaterais.
  • Fontes e analistas veem a declaração como reconhecimento de tensões entre o Vaticano e o governo de Donald Trump, em meio a críticas do presidente ao pontífice sobre a guerra no Irã.
  • Rubio afirmou que, mesmo com divergências, é possível manter uma relação produtiva entre os EUA e a Igreja, após a audiência de cerca de 45 minutos, a primeira entre o papa e um integrante do gabinete de Trump em quase um ano.
  • A embaixada dos EUA à Santa Sé disse que o encontro tratou de temas de interesse mútuo no Hemisfério Ocidental; a nota do Vaticano manteve foco na necessidade de melhorar relações, sem detalhar áreas de acordo.
  • Especialistas ressaltam que a comunicação sugere que não houve acordos substanciais, e destacam a natureza cuidadosa das notas diplomáticas do Vaticano sobre encontros papais.

Após a reunião entre o Papa Francisco e o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, o Vaticano publicou uma nota cautelosa. O comunicado afirmou que os dois líderes renovaram o compromisso de promover boas relações bilaterais, sem detalhar áreas específicas de acordo.

Analistas veem a declaração como indicativa de tensões entre a Santa Sé e a administração de Donald Trump. A reunião de 45 minutos ocorreu em meio a críticas públicas de Trump ao Papa sobre a guerra no Irã e políticas migratórias.

Rubio foi questionado se orientaria Trump a parar de criticar o pontífice. Ele respondeu que o presidente falará sobre os EUA, mas que é possível manter uma relação produtiva com a Igreja, ressaltando objetivos comuns.

A União de Estados Unidos e Vaticano foi interpretada por especialistas como sinal de que ainda há trabalho a ser feito para melhorar o relacionamento, segundo o analista Peter Martin, ex-diplomata da embaixada americana na Santa Sé.

Austen Ivereigh, especialista em Vaticano, afirmou que a ênfase na construção de laços sugere que as relações atuais não são consideradas boas pela Santa Sé. A embaixada dos EUA na Santa Sé informou sobre temas de interesse mútuo no Hemisfério Ocidental.

Rubio também mencionou, em rede social, encontros com dirigentes da Igreja durante a visita ao Vaticano. A nota do Vaticano não detalhou temas específicos nem avanços sobre liberdade religiosa, nem o Hemisfério Ocidental.

Kenneth Hackett, ex-líder de agência de ajuda humanitária católica, afirmou que a nota indica ausência de acordos substanciais ao término da reunião. A diplomacia vaticana costuma ser cuidadosa ao divulgar conteúdos.

No contexto diplomático, é incomum o Vaticano sinalizar tensões com um país. Em episódios anteriores, o Vaticano já descreveu boas relações de forma mais direta após encontros com outras lideranças.

O comunicado divulgado pelo Vaticano abordou a reunião com Rubio e as conversas subsequentes no Vaticano, mantendo o foco na melhoria das relações, sem indicar áreas específicas de acordo. A nota reforçou a natureza cautelosa do registro.

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