- O Vaticano divulgou uma nota após a reunião entre o papa Leão e o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, dizendo que ambos renovaram o compromisso de promover boas relações bilaterais.
- Fontes e analistas veem a declaração como reconhecimento de tensões entre o Vaticano e o governo de Donald Trump, em meio a críticas do presidente ao pontífice sobre a guerra no Irã.
- Rubio afirmou que, mesmo com divergências, é possível manter uma relação produtiva entre os EUA e a Igreja, após a audiência de cerca de 45 minutos, a primeira entre o papa e um integrante do gabinete de Trump em quase um ano.
- A embaixada dos EUA à Santa Sé disse que o encontro tratou de temas de interesse mútuo no Hemisfério Ocidental; a nota do Vaticano manteve foco na necessidade de melhorar relações, sem detalhar áreas de acordo.
- Especialistas ressaltam que a comunicação sugere que não houve acordos substanciais, e destacam a natureza cuidadosa das notas diplomáticas do Vaticano sobre encontros papais.
Após a reunião entre o Papa Francisco e o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, o Vaticano publicou uma nota cautelosa. O comunicado afirmou que os dois líderes renovaram o compromisso de promover boas relações bilaterais, sem detalhar áreas específicas de acordo.
Analistas veem a declaração como indicativa de tensões entre a Santa Sé e a administração de Donald Trump. A reunião de 45 minutos ocorreu em meio a críticas públicas de Trump ao Papa sobre a guerra no Irã e políticas migratórias.
Rubio foi questionado se orientaria Trump a parar de criticar o pontífice. Ele respondeu que o presidente falará sobre os EUA, mas que é possível manter uma relação produtiva com a Igreja, ressaltando objetivos comuns.
A União de Estados Unidos e Vaticano foi interpretada por especialistas como sinal de que ainda há trabalho a ser feito para melhorar o relacionamento, segundo o analista Peter Martin, ex-diplomata da embaixada americana na Santa Sé.
Austen Ivereigh, especialista em Vaticano, afirmou que a ênfase na construção de laços sugere que as relações atuais não são consideradas boas pela Santa Sé. A embaixada dos EUA na Santa Sé informou sobre temas de interesse mútuo no Hemisfério Ocidental.
Rubio também mencionou, em rede social, encontros com dirigentes da Igreja durante a visita ao Vaticano. A nota do Vaticano não detalhou temas específicos nem avanços sobre liberdade religiosa, nem o Hemisfério Ocidental.
Kenneth Hackett, ex-líder de agência de ajuda humanitária católica, afirmou que a nota indica ausência de acordos substanciais ao término da reunião. A diplomacia vaticana costuma ser cuidadosa ao divulgar conteúdos.
No contexto diplomático, é incomum o Vaticano sinalizar tensões com um país. Em episódios anteriores, o Vaticano já descreveu boas relações de forma mais direta após encontros com outras lideranças.
O comunicado divulgado pelo Vaticano abordou a reunião com Rubio e as conversas subsequentes no Vaticano, mantendo o foco na melhoria das relações, sem indicar áreas específicas de acordo. A nota reforçou a natureza cautelosa do registro.
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