- O Ministério Público iniciou a exumação dos restos de Víctor Hugo Quero Navas no cemitério Jardín La Puerta, em Baruta, pouco depois do governo reconhecer a morte ocorrida em julho de 2025 sob custódia do Estado.
- Quero Navas estava detido desde 3 de janeiro de 2025 no Centro Penitenciário Rodeo I e morreu em 24 de julho de 2025 no Hospital Militar Dr. Carlos Arvelo, em Caracas; a família havia denunciado o desaparecimento.
- A exumação ocorre dentro de uma investigação penal para esclarecer as circunstâncias da morte, conduzida pela Procuradoria-Geral da República com apoio de peritos da Direção-Geral de Apoio às Investigações Criminais e do Corpo de Investigações Científicas, Criminais e Forenses (CICPC).
- Família solicitou exame de DNA para confirmar a identidade; a mãe, Carmen Navas, esteve no local para acompanhar o enterro e pedir o procedimento. O governo afirmou que a morte foi por insuficiência respiratória, associada a hemorragia digestiva superior e síndrome febril aguda.
- Organizações de direitos humanos contestam a versão oficial, destacando histórico de desaparecimentos forçados na Venezuela e cobrando responsabilização pelos fatos.
A Venezuela exumou nesta sexta-feira 8 de maio de 2026 os restos de Víctor Hugo Quero Navas, preso político morto em julho de 2025 sob custódia estatal. A ação, solicitada pela Procuradoria-Geral, busca esclarecer as circunstâncias da morte.
A exumação ocorre no cemitério Jardín La Puerta, em Baruta, Caracas. Quero Navas estava detido desde 3 de janeiro de 2025 no Centro Penitenciário Rodeo I e faleceu em 24 de julho do mesmo ano no Hospital Militar Dr. Carlos Arvelo. A família já havia denunciado o desaparecimento.
O procedimento é conduzido por peritos da Direção-Geral de Apoio às Investigações Criminais, com apoio do CICPC, conforme o Código de Processo Penal. A operação visa confirmar a identidade e coletar provas para a investigação penal em curso.
Exumação e contexto
No local do enterro, sinais de sepultura são discretos: pedras e uma chapa enferrujada marcando o terreno. O registro indica 27 de julho de 2025, data distinta da informada pelo governo sobre o óbito.
Na época, o governo reconheceu a morte nove meses após o falecimento e após denúncias de desaparecimento forçado. A defesa aponta que Quero Navas foi excluído de uma anistia promovida pela chefe de governo interino, Delcy Rodríguez.
Familiares disseram que a mãe do preso, Carmen Navas, buscou informações por meses. Ela compareceu ao sepultamento para deixar flores e pedir o exame de DNA para confirmar a identidade do corpo.
O Ministério de Serviços Penitenciários informou que a morte ocorreu por insuficiência respiratória após transferência hospitalar, com quadro de hemorragia digestiva. O órgão afirmou que não houve repasse de dados de filiação e que nenhum familiar solicitou visitas formais.
O Ministério Público anunciou a abertura de uma investigação penal e confirmou a exumação como etapa do processo. Organizações de direitos humanos contestam as informações oficiais e ressaltam violações reconhecidas há anos.
Dentre as organizações, o Foro Penal aponta que o caso representa violação grave de direitos humanos. Líderes da oposição reiteraram críticas à gestão de segurança do Estado e à transparência dos registros de óbito de detentos.
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