- Brasileira Ionara Sech, moradora da Alemanha há quase oito anos, relatou ter sofrido ataques racistas e xenófobos no aeroporto de Frankfurt, enquanto esperava a chegada de um familiar.
- O grupo falava em português e segurava cartazes e a bandeira do Brasil; a agressora, que não esperava que fossem entendê-la, fez comentários ofensivos em alemão.
- Ionara gravou a cena e rebateu a mulher no próprio idioma, dizendo que também fala alemão e pediu que conversasse com ela.
- As imagens viralizaram nas redes sociais, com mais de 800 mil visualizações no Instagram; o rosto da agressora foi ocultado no vídeo.
- Ionara informou que está em contato com advogados para avaliar medidas judiciais e não ficou claro se registrará boletim de ocorrência, com a reportagem do Metrópoles buscando retorno.
Brasileira sofre racismo na Alemanha e rebate suspeita no mesmo idioma
Ionara Sech, natural do Ceará, vive na Alemanha há quase oito anos. Ela publicou um vídeo mostrando um episódio de ataques racistas e xenofóbicos ocorridos no aeroporto de Frankfurt, na Alemanha, na última quarta-feira, 6 de maio. O grupo aguardava a chegada de um familiar de uma das amigas.
A brasileira estava acompanhada de duas amigas, com cartazes e uma bandeira do Brasil, em meio à expectativa pela reunião com o parente. O grupo falava em português, enquanto uma mulher fez comentários discriminatórios em alemão, acreditando que as brasileiras não entenderiam o idioma.
Ionara respondeu em alemão e confrontou a agressora no mesmo idioma. O vídeo registra a reação da brasileira e o momento em que a agressora foi questionada pela vítima, que mostrou domínio da língua para estabelecer comunicação.
O rosto da agressora foi ocultado nas imagens, conforme regra local sobre divulgação de terceiros sem autorização. As filmagens viralizaram, com mais de 800 mil visualizações no Instagram.
Desdobramentos e caminhos legais
Ionara informou, em vídeos publicados posteriormente, que nenhuma das pessoas atingidas pelas ofensas reagiu aos gestos da agressora durante o episódio. A brasileira também afirmou estar em contato com advogados para avaliar medidas judiciais.
O portal Metrópoles entrou em contato com a vítima para saber se pretende registrar boletim de ocorrência ou tomar outras providências, e aguarda retorno.
Entre na conversa da comunidade