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Como nasceu Israel: documento que criou o Estado judeu no século XX

Declaração de fundação de Israel, lida em Tel Aviv em 14 de maio de 1948, marca o fim do Mandato britânico e o reconhecimento imediato pelos EUA

Proclamação em Tel Aviv marcou independência de Israel em 1948 (Foto: INTERNATIONAL NEWS PHOTOS/vr)
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  • Em 1917, o Reino Unido afirmou, por meio da Declaração de Balfour, apoiar o estabelecimento de um lar nacional judaico na Palestina, complemento a um mandato internacional após a Primeira Guerra.
  • O Mandato Britânico sobre a região terminou à meia-noite de 15 de maio de 1948.
  • Na noite anterior, 14 de maio, no Museu de Tel Aviv, 36 lideranças judaicas assinaram a proclamação da criação do Estado de Israel, anunciada por David Ben-Gurion.
  • Na mesma noite, os Estados Unidos reconheceram o novo Estado; no dia seguinte, Egito, Síria, Iraque, Jordânia, Líbano e Arábia Saudita lançaram ataque a Israel.
  • Em 29 de novembro de 1947, a Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou a resolução que recomendava o estabelecimento de um Estado judeu em Eretz-Israel.

Em 1917, o Reino Unido assumiu a missão de facilitar o que ficou conhecido como lar nacional judaico na Palestina, por meio da Declaração de Balfour. Ao fim da Primeira Guerra, essa região passou a integrar um mandato britânico autorizado pela Liga das Nações.

O controle britânico vigorou até a conclusão do mandato, com o término previsto para 15 de maio de 1948. A proclamação da criação do Estado de Israel foi anunciada no Museu de Tel Aviv, às 16h de 14 de maio, por 36 lideranças judaicas e lida por David Ben-Gurion.

O reconhecimento internacional começou rápido: os Estados Unidos reconheciam a nova nação na noite da proclamação. No dia seguinte, Egito, Síria, Iraque, Jordânia, Líbano e Arábia Saudita iniciaram ações militares contra Israel, levando o conflito a se estender por meses.

Contexto histórico e reconhecimento

A Declaração menciona a ligação histórica do povo judeu com Eretz-Israel e o direito à autodeterminação, alicerçado pela Declaração Balfour de 1917 e pelo Mandato da Liga das Nações. A narrativa cita o Holocausto como motivação adicional para a restauração do Estado.

A ONU também desempenhou papel decisivo: em 29 de novembro de 1947, a Assembleia Geral aprovou a resolução que recomendava o estabelecimento de um Estado Judeu em Eretz-Israel, exigindo ações para implementá-la. O texto ressalta o direito histórico de existir de forma soberana.

A proclamação e o estágio provisório

A declaração de fundação afirma que, a partir do término do Mandato Britânico, o Conselho Popular atuará como Governo Provisório, com a Administração Popular como órgão executivo. O Estado seria aberto a imigração e ao retorno de exilados, assegurando igualdade de direitos para todos os habitantes.

O documento define princípios de liberdade, justiça e paz, proteção aos locais sagrados e cooperação com a comunidade internacional. Também convoca a participação de vizinhos e da diáspora para apoiar a construção do Estado.

Desdobramentos imediatos

A proclamação ocorre na véspera do Shabat, em Tel Aviv, sob a assinatura de representantes da comunidade judaica e do movimento sionista. O texto conclui com a assinatura de representantes do Conselho Provisório de Estado. A data citada é 14 de maio de 1948, com a criação efetiva prevista para ocorrer após o fim do Mandato.

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