- Thiago Ávila, brasileiro, foi detido em 29 de abril em Israel sob suspeita de atividade ilegal ligada à flotilha que seguia para Gaza.
- Saif Abu Keshek, espanhol, também foi detido pelas autoridades israelenses na mesma operação e acusado de afiliação a uma organização terrorista; ambos negam as acusações.
- Os dois faziam parte da segunda Flotilha Global Sumud, lançada da Espanha em 12 de abril para tentar romper o bloqueio de Israel à Faixa de Gaza.
- O Tribunal de Magistrados de Ashkelon manteve os dois sob custódia até 10 de maio; Brasil e Espanha afirmam que a detenção é ilegal.
- O grupo de direitos humanos Adalah acompanha o caso, afirmando que a libertação ocorrerá neste sábado e a deportação deve seguir para as próximas dias.
Israel libertou neste sábado 9 de maio o brasileiro Thiago Ávila, detido desde 29 de abril em Israel. A liberação ocorreu após conflito sobre acusações não detalhadas, e a deportação deve ocorrer nos próximos dias. Ávila estava na flotilha destinada a Gaza.
Além dele, Saif Abu Keshek, espanhol, também participou da operação; ambos estavam sob custódia da Justiça israelense. O grupo fazia parte da segunda Flotilha Global Sumud, que partiu da Espanha em 12 de abril para romper o bloqueio a Gaza e entregar ajuda humanitária.
Controvérsia diplomática e fundamentação legal
O Brasil e a Espanha haviam considerado a detenção ilegal. O Tribunal de Magistrados de Ashkelon manteve a custódia até 10 de maio, período que foi utilizado para definir a continuidade ou não do processo. O Adalah, grupo de direitos humanos, informou que aguardava a libertação para, em seguida, providenciar a deportação.
As autoridades israelenses não se pronunciaram imediatamente sobre o andamento do caso. A detenção foi vinculada, pelas acusações, a suspeita de afiliação a organizações terroristas e de atividades ilegais. A situação ocorre em meio ao conflito entre Israel e o Hamas, que domina Gaza desde 2007 e que intensificou o conflito desde 7 de outubro de 2023.
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