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Itália investiga integrantes do PCC por suspeita de atuação mafiosa

Itália investiga dois brasileiros ligados ao PCC sob lei antimáfia; operação aponta a facção como ator central no tráfico internacional de cocaína

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  • Itália abriu investigação antimáfia contra dois brasileiros ligados ao PCC — Demétrio Batista de Oliveira, o Pateta, e Nicholas Charles Evangelista Lopes, o Loko — sob a Operação Samba; eles respondem por tráfico internacional de drogas e organização criminosa, com Demétrio preso no Brasil e Nicholas foragido.
  • Eles são os primeiros membros do PCC enquadrados pela lei antimáfia italiana, em meio à cooperação entre Itália e Brasil na Operação Conexão Paraíba, deflagrada em dezembro de 2024.
  • O PCC, criado há cerca de trinta anos, ampliou o controle do tráfico internacional de cocaína e hoje é visto como uma das maiores redes criminosas globais, com atuação até a Europa.
  • As investigações brasileiras e italianas mostram cooperação entre autoridades, incluindo prisões como de Minotauro e ações com apoio da DEA, para combater o PCC na fronteira com o Paraguai e na logística de drogas para a Europa.
  • Dados do Coaf apontam movimentação de cerca de R$ 4,8 bilhões entre 2018 e 2024 vinculados ao esquema investigado, ligados a empresas de um laranja; defensas de suspeitos negam participação e buscam liberar ou anular provas.

O PCC é alvo de investigação na Itália sob a acusação de formar uma organização criminosa ligada ao tráfico internacional de cocaína. Integrantes brasileiros são apontados como parte dessa estrutura, segundo a Operação Samba da Procuradoria Distrital Antimáfia de Turim. Demétrio Batista de Oliveira, o Pateta, 55, e Nicholas Charles Evangelista Lopes, o Loko, 33, estão sob suspeita.

Eles são os primeiros brasileiros enquadrados na lei antimáfia italiana por participação no PCC. A operação brasileira que deu suporte ao caso é a Conexão Paraíba, conduzida pela Polícia Federal, deflagrada em dezembro de 2024. Demétrio está preso no Brasil; Nicholas é foragido.

A investigação italiana aponta o PCC como um ator relevante no tráfico internacional de cocaína. O documento judicial traça a evolução da facção desde ataques de 2006, destacando a transformação em uma rede que coordena negócios criminosos de forma global.

A Justiça italiana aponta a atuação de promotores e investigadores no Brasil e na Itália. No Brasil, a 16ª Vara Criminal Federal de João Pessoa cuida das medidas aplicadas, com cooperação de autoridades federais e estaduais. As decisões cautelares foram determinadas por juíza em Turim.

Durante o processo, a PF brasileira identificou contatos entre criminosos italianos e figuras-chave do PCC. Forças de segurança também registraram interceptações em diversas cenas, incluindo residências, veículos e espaços religiosos, como parte do monitoramento.

A apuração mostra que empresas ligadas ao esquema movimentaram cerca de 4,8 bilhões de reais entre 2018 e 2024, segundo relatório do Coaf solicitado pela PF. Uma empresa laranja, ligada a um motociclista, foi usada para operacionalizar as operações financeiras.

Defesas de Fuminho, Minotauro e Julinho Carambola não foram localizadas. Eles permanecem presos e contestam as acusações, buscando anular provas ou responder ao processo em liberdade. Em todos os casos, o STJ negou os pedidos dos advogados.

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