- Peter Magyar tomou posse como primeiro-ministro da Hungria neste sábado, prometendo mudanças após anos de estagnação com o antecessor Viktor Orbán.
- Magyar derrotou Orbán nas urnas de 12 de abril, garantindo maioria constitucional ao seu partido, o Tisza, para reverter reformas criticadas por enfraquecer a democracia.
- O mercado reagiu favoravelmente: forint atingiu o nível mais alto em quatro anos frente ao euro, títulos com menor rendimento e pesquisas indicaram maior apoio ao Tisza.
- O governo enfrenta o risco de bilhões de euros em financiamentos da União Europeia suspensos, além de déficits e custos de energia pressionados pela conjuntura internacional.
- Magyar afirmou manter a orientação ocidental, prometeu ampla campanha anticorrupção, suspender transmissões da mídia pública e buscar acordo com a UE para liberar o financiamento até 25 de maio.
O líder de centro-direita Peter Magyar tomou posse como primeiro-ministro da Hungria neste sábado, após vencer Viktor Orbán nas eleições de 12 de abril. Magyar recebeu o cargo com promessas de mudanças para romper com anos de estagnação econômica e de tensões com aliados da antiga administração. A vitória do partido Tisza garantiu uma maioria constitucional no Parlamento.
Magyar afirmou que o povo húngaro lhe deu mandato para abrir um novo capítulo na história do país, incluindo mudanças no governo e no sistema. O novo premiê herdou uma economia que saiu da estagnação no primeiro trimestre, mas enfrenta pressões relacionadas ao aumento de custos de energia e à dependência de importações.
O governo empossado busca equilíbrio entre manter a orientação ocidental e consolidar reformas. Dados divulgados recentemente indicam déficit orçamentário próximo de 71% da meta anual em abril, influenciado por gastos pré-eleitorais. O país enfrenta ainda a necessidade de assegurar fundos da União Europeia para sustentar a economia, com negociações previstas para serem concluídas até maio.
Magyar disse que pretende reafirmar a linha pró-UE da Hungria e planeja uma ampla campanha anticorrupção. Também indicou que pode revisar a relação com a mídia estatal, com foco em reduzir impactos de críticas ao governo anterior. A administração buscará um acordo com os líderes da UE para liberar financiamentos suspensos, em uma janela até 25 de maio, segundo informações apuradas de veículos internacionais.
Contexto econômico e político
A posse ocorre em meio a incertezas sobre o câmbio e os juros, com a moeda atingindo nível alto em relação ao euro e os títulos registrando queda de rendimento, após o pleito. Analistas ressaltam que, além de reverter reformas, o novo governo terá de lidar com pressões externas, como o aumento de custos energéticos ligados a conflitos regionais.
Relações internacionais
Orbán manteve uma postura de resistência a algumas políticas da UE durante seu governo. Magyar assumiu prometendo manter alinhamento com aliados ocidentais e reforçar parcerias estratégicas, ao mesmo tempo em que busca assegurar recursos europeus para a economia. A continuidade das relações com a OTAN e com Estados-membros da UE passa a ser tema central de atuação do novo governo.
Entre na conversa da comunidade