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Novos espaços podem reverter declínio dos museus de Londres

Novos espaços em Londres tentam reverter queda de público, valorizando juventude, experiências imersivas e storytelling para atrair até dois milhões de visitantes anuais

Relatório de 2025 apontou que as novas formas de entretenimento, como streaming, afastaram o público jovem dos museus tradicionais.
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  • Em 2025, os museus de Londres registraram queda de visitantes: Tate Modern caiu 26% e a National Gallery 31% em relação a 2019; museus financiados pelo Estado na Inglaterra tiveram queda superior a oito por cento nos três últimos meses de 2025 frente a 2019.
  • As causas apontadas incluem menor fluxo de turistas internacionais e queda de público jovem entre dez e vinte anos da União Europeia após o Brexit, além de competição com conteúdos digitais e plataformas de streaming.
  • Novos espaços visam reverter o cenário: London Museum (nova sede do Museum of London) e duas filiais do Victoria and Albert Museum (V&A East Museum e V&A East Storehouse), além do Museum of Youth Culture.
  • O V&A East Museum, inaugurado em abril, traz exposições como Why We Make e The Music Is Black: A British Story, com foco em moda e música, incluindo itens de Vivienne Westwood e Alexander McQueen; a Storehouse já recebeu mais de quatrocentos mil visitantes em sete meses.
  • O London Museum pretende entrada gratuita e atingir cerca de dois milhões de visitantes anuais; entre as novidades, está a exibição da obra sem título de Banksy de 2024, além de itens como o fatberg, e iniciativas como loja de chocolate quente, experiências noturnas e parcerias culturais.

O setor de museus de Londres enfrenta queda de público em 2025, com quedas de 26% na Tate Modern e 31% na National Gallery ante 2019. Nos últimos três meses de 2025, museus públicos na Inglaterra registraram queda de mais de 8% frente ao mesmo período de 2019.

A redução de visitantes é atribuída a múltiplos fatores, entre eles a diminuição de viajantes internacionais e jovens europeus após o Brexit, além de mudanças no comportamento de consumo cultural. Um relatório de 2025 cita streaming, espaços pop-up e conteúdos digitais como desafios ao modelo tradicional.

Novos espaços, novas estratégias

Duas novas filiais do Victoria and Albert Museum, o London Museum reformulado e o Museum of Youth Culture surgem como apostas para atrair público novo. O foco é oferecer experiências que exijam visita física e valorizem narrativas juvenis.

The Museum of Youth Culture, com inauguração prevista para Camden Town em junho, terá acervo de mais de 150 mil itens, predominantemente fotográficos, incluindo objetos de moda, folhetos e aparelhos de áudio. O objetivo é apresentar subculturas britânicas a partir de 1920.

Jamie Brett, cofundador do museu juvenil, aponta que instituições precisam renovar conteúdos e formatos para atrair jovens. O espaço planeja exibir conteúdos como respostas a perguntas comuns dos adolescentes, além de lojas próprias e ciclos de exposições curtas.

Impactos no London Museum

O London Museum, nova sede do Museum of London, está em construção perto da antiga localização, no West Smithfield, com entrada gratuita e meta de 2 milhões de visitantes ao ano. A expectativa é quase triplicar o fluxo de 2019, quando houve 706 mil visitas.

Entre as atrações, há a previsão de expor uma obra não identificada de Banksy, de 2024, e manter peças associadas a um antigo “fatberg” de Londres, como exemplos de cultura urbana. A meta é combinar arte, história e vivência local em um espaço amplo.

A diretora Sharon Ament afirma que o novo museu deverá oferecer recursos para aproveitar a vida de rua de Londres, incluindo conexões com áreas próximas. A instituição também planeja integrar elementos de lojas e experiências gastronômicas como parte da visita.

V&A East Museum e storehouse

Entre os novos espaços, o V&A East Museum abriu em 2025 em um edifício de tijolos amarelos, com a mostra permanente Why We Make e a exposição temporária The Music Is Black: A British Story. A curadoria prioriza moda e música, buscando atrair a Geração Z.

O V&A East Storehouse, inaugurado em 2025 em Hackney Wick, já atraiu mais de 416 mil visitantes nos primeiros sete meses, superando a meta anual de 250 mil. O espaço expõe itens da coleção do museu com abordagem de bastidores da curadoria.

Atrações e público

A abertura do V&A East foca em moda com itens de Vivienne Westwood e Alexander McQueen. O vestido Daria, assinado por Molly Goddard, destaca a presença de design britânico contemporâneo na exposição de abertura. Pesquisas internas apontam interesse de jovens entre 16 e 35 anos e diversidade étnica entre o público.

O Museu de História Natural também registrou recorde histórico de público em 2025, com mais de 7,1 milhões de visitas, impulsionado pela nova galeria Fixing Our Broken Planet e pela experiência cinematográfica Our Story With David Attenborough, em cartaz até agosto.

Perspectivas futuras

Especialistas sustentam que a renovação de espaços e formatos, aliados a atividades de divulgação local, pode reverter o declínio de público. A estratégia envolve manter o valor documental de acervos enquanto se adapta às redes sociais e a hábitos de lazer dos jovens.

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