- Peter Magyar tomou posse como primeiro-ministro neste sábado, 9, após vencer Viktor Orbán nas eleições de 12 de abril, garantindo ao seu partido Tisza maioria constitucional.
- O novo premiê prometeu mudanças, fim da estagnação econômica e reversão de reformas que teriam enfraquecido a democracia.
- Investidores reagiram positivamente: o florim atingiu valor mais alto em quatro anos frente ao euro, e rendimentos de títulos caíram, com pesquisas indicando maior apoio ao Tisza.
- O governo herdou grandes desafios fiscais e energéticos, com déficit orçamentário em abril chegando a 71% da meta; Magyar disse que pode chegar a quase 7% do PIB neste ano.
- Magyar anunciou medidas para ampliar o controle sobre a mídia pública, lançar uma ampla campanha anticorrupção e buscar acordo com a União Europeia para destravar o financiamento até 25 de maio.
Peter Magyar tomou posse como primeiro-ministro da Hungria neste sábado, em Budapeste, após vencer Viktor Orbán nas eleições de 12 de abril. O discurso de vitória ressaltou a promessa de mudanças após anos de estagnação econômica e tensões com aliados.
O novo líder de centro-direita lidera o partido Tisza, que garantiu maioria constitucional no Parlamento. A vitória foi descrita como um mandato para reverter reformas consideradas por críticos como erosivas à democracia.
Investidores saudaram a vitória: o florim avançou frente ao euro, e os rendimentos de títulos recuaram. Pesquisas pós-eleitorais indicaram aumento de apoio ao governo de Magyar.
Desafios econômicos e financiamento da UE
Maiores entraves incluem o déficit orçamentário, que atingiu 71% da meta em abril. Magyar projetou um déficit próximo de 7% do PIB neste ano, diante de custos energéticos elevados e incertezas globais.
A Hungria herdou uma economia ainda fragilizada, com risco de impacto financeiro de conflitos no Oriente Médio e maior dependência de importações. O governo promete reforçar a orientação ocidental e manter vínculos com a OTAN.
Magyar afirmou que buscará acordo com a União Europeia para desbloquear o financiamento suspenso até 25 de maio, visando apoiar a economia e as contas públicas. O novo governo também prometeu uma campanha anticorrupção mais ampla.
Mudanças internas e posição internacional
O premiê declarou que suspenderá transmissões da mídia pública após assumir o poder, para enfrentar o que classifica como favorecimento do ex-líder. A mediação com líderes europeus deve orientar a retomada dos fundos da UE.
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