- O Reino Unido enviará um navio de guerra, o destroier Dragon, ao Estreito de Ormuz para reforçar a coalizão internacional que busca retomar a navegação na passagem.
- A coalizão liderada pelo Reino Unido e pela França reúne mais de trinta países para permitir a passagem no Golfo Pérsico.
- O Estreito de Ormuz conecta o Golfo Pérsico ao Oceano Índico e recebe aproximadamente um quinto do petróleo e do gás negociados no mundo.
- O Ministério da Defesa britânico afirmou que só atuará quando houver condições e sem novas hostilidades entre Estados Unidos e Irã.
- As ações repercutem pressões de Donald Trump, que já discutiu com o primeiro-ministro britânico e chegou a criticar Starmer por não enviar aviões ao conflito.
O Reino Unido informou neste sábado que enviará um navio de guerra ao Estreito de Ormuz, no Golfo Pérsico. A medida busca fortalecer uma coalizão internacional que tenta retomar a navegação na passagem, fechada pelo Irã há cerca de dois meses.
A coalizão é liderada por Reino Unido e França e reúne mais de 30 países. O objetivo é garantir livre passagem de navios pelo estreito, por onde passa aproximadamente 20% do petróleo e do gás negociados no mundo.
Segundo o Ministério da Defesa britânico, as ações só ocorrerão se as condições forem favoráveis e não houver hostilidades entre EUA e Irã. A missão depende de um ambiente seguro.
O envio do destroier Dragon é visto como resposta às pressões de Donald Trump, que chamou o premiê Keir Starmer de fraco por não concordar com o envio de aviões de combate ao Irã.
Trump afirmou ainda que espera que o conflito não atrapalhe sua participação na Copa do Mundo, evento internacional que está prestes a começar.
O Irã confirmou sua presença na Copa do Mundo, com a seleção já classificada. Os jogos da fase inicial no país serão disputados na costa oeste dos Estados Unidos, em Los Angeles e Seattle.
Teerã apresentou 10 exigências para participar do torneio, incluindo respeito ao hino e à bandeira e segurança reforçada para a delegação. Uma das exigências mais complexas envolve concessão de vistos a toda a comissão, inclusive a integrantes da Guarda Revolucionária Iraniana.
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