- O navio MV Hondius deve chegar às Ilhas Canárias no início da manhã de domingo, dando início a uma operação de resgate de dois dias.
- Quase 150 pessoas a bordo ainda estão à deriva no Atlântico, após surto de hantavírus.
- Países como Alemanha, França, Bélgica, Irlanda, Holanda e Estados Unidos enviarão aviões para repatriar seus cidadãos; a União Europeia também disponibilizará duas aeronaves para os demais membros.
- A Espanha enfrenta resistência de autoridades regionais em atracar o navio; a aeronave ficará afastada da costa para triagem dos passageiros, que serão removidos entre meio-dia de domingo e segunda-feira.
- Três passageiros morreram até agora; duas mulheres no país podem ter sido infectadas, e a OMS afirma que o risco de disseminação é baixo.
O cruzeiro MV Hondius, com quase 150 passageiros, segue à deriva no Atlântico após um surto de hantavírus. A operação de resgate está sendo organizada entre autoridades espanholas, governos nacionais e a OMS, com apoio de vários países. O objetivo é repatriar os viajantes com segurança.
A operação ocorrerá a partir das Ilhas Canárias, com chegada prevista ao início da manhã de domingo (10/05). Dois dias de ações estão programados para completar triagens, descontaminações e deslocamentos até os aeroportos de origem.
Vários governos confirmaram envio de aviões para repatriação: Alemanha, França, Bélgica, Irlanda, Holanda e Estados Unidos. A UE também destinará duas aeronaves para os cidadãos do bloco.
Engajamento internacional e logística
EUA e Reino Unido apoiam a retirada de pessoas de fora da UE, cujos países não dispõem de transporte aéreo. Planos estão em curso entre Espanha, Holanda, a empresa proprietária do navio e a seguradora para esse grupo.
Forma de chegada dos passageiros e primeiros destinos
A chegada do navio gerou resistência entre autoridades das Ilhas Canárias, que decidiram manter o barco atracado ao largo da costa. Passageiros passarão por triagem a bordo e entrada em zonas isoladas entre domingo e segunda-feira.
Ninguém desembarcará com bagagem completa; itens serão desinfetados. Os espanhóis desembarcarão primeiro, depois a evacuação prosseguirá conforme disponibilidade de voos. Os passageiros seguirão em embarcações menores, ônibus e, por fim, avião.
Condições de saúde e informações oficiais
Mónica García Gómez, ministra da Saúde da Espanha, informou que nem bagagens nem o corpo de passageiros falecidos serão desembarcados. O navio seguirá para a Holanda com a tripulação restante.
O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, chegou à Espanha para supervisionar a operação. A OMS reforçou que o risco de disseminação é baixo e que o hantavírus a bordo é da cepa Andes, transmissível apenas entre humanos em casos específicos.
Três passageiros morreram desde o início do surto; outras cinco deixaram o navio sob suspeita, com três confirmados. Existem relatos de possíveis novos casos entre pessoas que estavam no mesmo voo de uma falecida viajante.
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