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Bienal de Veneza 2026: foco na exposição central e pavilões em destaque

Bienal de Veneza 2026 aposta na exposição central imersiva In Minor Keys, com curadoria de Koyo Kouoh, descentrando autoria e expandindo formas de imaginar o mundo

Veneza vira ponto de encontro de artistas e público a partir deste mês — Foto: Andrea Avezzù e Francesco Galli/La Biennale di Venezia/Divulgação
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  • A 61ª Bienal de Veneza acontece com a exposição central intitulada In Minor Keys, reunindo 111 artistas, duplas e coletivos, distribuídos pelos Giardini e pelo Arsenale, além de outros pontos da cidade.
  • A curadoria mantém a sequência temporal, com a camaronense Koyo Kouoh, falecida em 2025, sendo homenageada pela continuidade da gestão artística.
  • O tema central abandona núcleos fixos e é organizado por “motivos” como santuário, procissão, escola e descanso, estimulando experiências imersivas e participação do público.
  • Entre os avanços, a mostra enfatiza áreas de respiro, ambientações com tecidos e luz filtrada, e produções que conectam artistas de Salvador a Dakar, passando por várias regiões do mundo.
  • Além da exposição principal, mais de noventa pavilhões nacionais apresentam propostas próprias; o pavilhão brasileiro é Comigo Ninguém Pode, de Diane Lima, inspirado nas trajetórias de Rosana Paulino e Adriana Varejão.

A 61ª Bienal de Veneza, organizada por Motivos, acontece em Veneza a partir deste mês e segue até 22 de novembro. A mostra central, intitulada In Minor Keys, reúne 111 artistas, duplas e coletivos distribuídos entre os Giardini e o Arsenale, além de outros pontos da cidade. A curadoria permanece sob a camaronense Koyo Kouoh, falecida em 2025, garantindo continuidade no tempo.

A edição 2026 abandona núcleos temáticos fixos e adota a lógica de motivos. Noções como santuário, procissão, escola e descanso guiam a experiência, com foco em linguagem e percepção, mais do que em categorias rígidas. A proposta privilegia a pluralidade de narrativas globais.

Sobre a exposição central

Santos de referência, a mostra faz tributo a Beverly Buchanan e Issa Samb, destacando a arte como presença contínua. A curadoria enfatiza espacialidade, com áreas de respire, ambientes imersivos e instalações que convidam à permanência.

Procissão e esferas de aprendizado aparecem nas seções Santuários, Procissão, Escolas e Descanso. Leitura de território, memória e geografia acompanha a experiência, conectando artistas de Salvador a Dakar, passando por San Juan, Beirute, Paris e Nashville.

Destaques dos pavilhões nacionais

Além do Brasil, com Comigo Ninguém Pode, de Diane Lima sobre Rosana Paulino e Adriana Varejão, o conjunto de pavilhões aproxima o público de práticas independentes. Destaques europeus, norte-americanos e latino-americanos aparecem com propostas políticas e espaciais, em diálogo com o tema.

Alemanha, Reino Unido, Dinamarca e Equador trazem nomes que exploram poder, identidade e território. Henrike Naumann, Sung Tieu e Lubaina Himid atuam em instalações e pinturas que questionam narrativas eurocêntricas e espaços neutros.

Perspectivas e formatos de montagem

A organização espacial privilegia áreas de respiro, tecidos, luz filtrada e elementos naturais. Práticas que ativam memória, espiritualidade e relação com a terra conectam distintas geografias, ampliando o campo de leitura do presente.

A mostra inclui obras de Oscar Santillán, Coletivo Tawna e artistas indígenas equatorianos, que combinam cinema, fotografia e ações ligadas ao território. A proposta conjunta evidencia cooperação entre saberes andinos e tecnologias emergentes.

O que esperar até o fim da Bienal

A edição 2026 não oferece respostas únicas, mas cria condições para perceber o mundo em camadas, por aproximação e convivência. Em poucas horas, o público pode explorar visões diversas e chegar a leituras profundas sobre o presente.

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