- A 61ª Bienal de Veneza acontece com a exposição central intitulada In Minor Keys, reunindo 111 artistas, duplas e coletivos, distribuídos pelos Giardini e pelo Arsenale, além de outros pontos da cidade.
- A curadoria mantém a sequência temporal, com a camaronense Koyo Kouoh, falecida em 2025, sendo homenageada pela continuidade da gestão artística.
- O tema central abandona núcleos fixos e é organizado por “motivos” como santuário, procissão, escola e descanso, estimulando experiências imersivas e participação do público.
- Entre os avanços, a mostra enfatiza áreas de respiro, ambientações com tecidos e luz filtrada, e produções que conectam artistas de Salvador a Dakar, passando por várias regiões do mundo.
- Além da exposição principal, mais de noventa pavilhões nacionais apresentam propostas próprias; o pavilhão brasileiro é Comigo Ninguém Pode, de Diane Lima, inspirado nas trajetórias de Rosana Paulino e Adriana Varejão.
A 61ª Bienal de Veneza, organizada por Motivos, acontece em Veneza a partir deste mês e segue até 22 de novembro. A mostra central, intitulada In Minor Keys, reúne 111 artistas, duplas e coletivos distribuídos entre os Giardini e o Arsenale, além de outros pontos da cidade. A curadoria permanece sob a camaronense Koyo Kouoh, falecida em 2025, garantindo continuidade no tempo.
A edição 2026 abandona núcleos temáticos fixos e adota a lógica de motivos. Noções como santuário, procissão, escola e descanso guiam a experiência, com foco em linguagem e percepção, mais do que em categorias rígidas. A proposta privilegia a pluralidade de narrativas globais.
Sobre a exposição central
Santos de referência, a mostra faz tributo a Beverly Buchanan e Issa Samb, destacando a arte como presença contínua. A curadoria enfatiza espacialidade, com áreas de respire, ambientes imersivos e instalações que convidam à permanência.
Procissão e esferas de aprendizado aparecem nas seções Santuários, Procissão, Escolas e Descanso. Leitura de território, memória e geografia acompanha a experiência, conectando artistas de Salvador a Dakar, passando por San Juan, Beirute, Paris e Nashville.
Destaques dos pavilhões nacionais
Além do Brasil, com Comigo Ninguém Pode, de Diane Lima sobre Rosana Paulino e Adriana Varejão, o conjunto de pavilhões aproxima o público de práticas independentes. Destaques europeus, norte-americanos e latino-americanos aparecem com propostas políticas e espaciais, em diálogo com o tema.
Alemanha, Reino Unido, Dinamarca e Equador trazem nomes que exploram poder, identidade e território. Henrike Naumann, Sung Tieu e Lubaina Himid atuam em instalações e pinturas que questionam narrativas eurocêntricas e espaços neutros.
Perspectivas e formatos de montagem
A organização espacial privilegia áreas de respiro, tecidos, luz filtrada e elementos naturais. Práticas que ativam memória, espiritualidade e relação com a terra conectam distintas geografias, ampliando o campo de leitura do presente.
A mostra inclui obras de Oscar Santillán, Coletivo Tawna e artistas indígenas equatorianos, que combinam cinema, fotografia e ações ligadas ao território. A proposta conjunta evidencia cooperação entre saberes andinos e tecnologias emergentes.
O que esperar até o fim da Bienal
A edição 2026 não oferece respostas únicas, mas cria condições para perceber o mundo em camadas, por aproximação e convivência. Em poucas horas, o público pode explorar visões diversas e chegar a leituras profundas sobre o presente.
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