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Bolívia volta a pedir prisão de Evo Morales

Justiça da Bolívia reativa ordem de prisão contra Evo Morales por abuso sexual de menor, após não comparecer à audiência; ele é considerado foragido

Imagem colorida mostra o ex-presidente da Bolívia Evo Morales - Metrópoles
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  • A Justiça da Bolívia voltou a pedir a prisão do ex-presidente Evo Morales, em meio ao julgamento por abuso sexual de infantil.
  • A medida foi anunciada pelo Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) no dia 11 de maio, após Morales não comparecer a uma audiência em Tarija.
  • A defesa atribui a ausência a falhas na notificação do julgamento e afirma que Morales é vítima de perseguição política.
  • Morales é investigado desde 2020 por estupro e tráfico de pessoas, envolvendo uma menina de 15 anos à época dos fatos.
  • Desde 2024, ele permanece foragido, oculto na província de Chapare com apoio de seguidores.

A Justiça da Bolívia voltou a solicitar a prisão do ex-presidente Evo Morales. O pedido foi feito pelo Tribunal Supremo de Justiça nesta segunda-feira, 11 de maio, no âmbito do julgamento por abuso sexual de infantil.

Morales, que governou de 2006 a 2019, é acusado de estupro e tráfico de pessoas envolvendo uma menina de 15 anos. A denúncia tramita desde 2020, quando as investigações foram iniciadas.

Segundo a defesa, a ausência do ex-presidente em audiência ocorreu por falhas na notificação do ato. Os advogados também entendem que Morales é alvo de perseguição política.

Desde o início do processo, Morales já acumulou pedidos de prisão por não comparecimentos a compromissos judiciais, o que contribuiu para que fosse considerado foragido.

Morales está, desde 2024, oculto em algum ponto da província de Chapare, onde estaria protegido por apoiadores, segundo informações das autoridades.

Situação atual

O tribunal boliviano reforça a necessidade de detenção, alegando riscos de fuga e de obstrução da instrução processual. A defesa nega irregularidades e sustenta falhas administrativas no processo.

A condição de Morales permanece de ausência de localização oficial. Não há confirmação de nova data de audiência ou de medidas adicionais contra o ex-presidente.

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