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EUA fizeram 25 voos militares em Cuba para coleta de informações desde fevereiro

Estados Unidos realizam 25 voos militares na costa de Cuba desde fevereiro para coleta de informações, alimentando especulações sobre uma possível operação

O ditador de Cuba, Miguel Díaz-Canel, em evento pelo Dia do Trabalho em Havana, no último dia 1º (Foto: Norlys Perez/EFE)
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  • Desde 4 de fevereiro, a Marinha e a Força Aérea dos EUA realizaram pelo menos 25 voos militares na costa de Cuba para coleta de informações.
  • As aeronaves usadas incluem o P‑8A Poseidon (patrulha marítima), o RC‑135V Rivet Joint (coleta de inteligência de sinais) e drones MQ‑4C Triton.
  • A maioria dos voos ocorreu perto das maiores cidades de Cuba, Havana e Santiago de Cuba, com alguns chegando a menos de 65 quilômetros da costa.
  • O contexto envolve tensões entre os EUA e Cuba, com sanções e medidas sobre petróleo que agravaram a crise energética na ilha.
  • Observadores apontam que o Pentágono tem intensificado o planejamento para uma possível operação militar na ilha, conforme reportagens de veículos americanos.

Os Estados Unidos intensificaram os voos militares na costa de Cuba para coleta de informações, desde 4 de fevereiro. Dados públicos de aviação indicam pelo menos 25 missões realizadas pela Marinha e pela Força Aérea. As aeronaves empregadas incluem patrulha marítima e reconnaissance e drones de alta altitude.

Entre os recursos utilizados estão a P-8A Poseidon, voltada para vigilância, a RC-135V Rivet Joint, especializada em inteligência de sinais, e o drone MQ-4C Triton. A maioria dos voos operou próximo às principais cidades cubanas, Havana e Santiago de Cuba, a menos de 65 quilômetros da costa em alguns casos.

Segundo a CNN, as informações se baseiam em dados da plataforma FlightRadar24, que registrou trajetos e altitudes em tempo real. A atuação coincide com um aumento de tensões políticas entre Washington e Havana, em meio a sanções e pressões sobre o regime cubano.

Contexto político e econômico

No fim de janeiro, o governo americano impôs tarifas sobre petróleo importado por Cuba, citando riscos à segurança nacional devido a supostas bases militares e de inteligência no território. Países compradores interromperam entregas, agravando a crise energética na ilha.

Em março, houve flexibilização pontual para petróleo russo, conforme práticas anunciadas. A expectativa de ações adicionais de Washington tem sido tema de observação de especialistas e de veículos de imprensa, com anúncios sobre planejamento de operações futuras sendo divulgados por fontes abertas.

Na última semana, os EUA also anunciaram sanções contra Gaesa e Moa Nickel, vinculadas ao aparato militar cubano. A medida levou a saída da joint venture com a canadense Sherritt, sinalizando endurecimento do cerco econômico sobre o governo cubano.

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