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Homem filma mulher com óculos e cobra dinheiro para apagar vídeo nas redes

Mulher é filmada sem consentimento por óculos inteligente em Londres; vídeo tem mais de quarenta mil visualizações e homem cobra para apagar

Homem filma mulher com óculos e exige dinheiro para apagar vídeo das redes
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  • Mulher em Londres foi abordada em um shopping e filmada sem consentimento com óculos inteligente; o vídeo soma mais de 40 mil visualizações.
  • O homem que filmou pediu dinheiro para apagar o conteúdo, alegando que está dentro da lei e oferecendo o serviço pago.
  • O TikTok removeu o vídeo e excluiu a conta do homem; o criador também publicou o conteúdo em outras redes, e o canal no YouTube foi desativado.
  • A polícia abriu uma investigação, mas não houve avanço por falta de informações.
  • No Brasil, filmar pessoas na rua não é crime se não houver foco principal no sujeito; publicar sem consentimento pode violar a honra e configurar extorsão para apagar o conteúdo.

Um homem abordou uma mulher nas ruas de Londres, filmando-a sem consentimento com um óculos inteligente. O vídeo, publicado nas redes, soma mais de 40 mil visualizações. Ao pedir que o material fosse apagado, a vítima relata que recebeu a proposta de pagamento pelo remoção, segundo a BBC.

A vítima não teve identidade revelada. Ela afirmou ter sido surpreendida ao ser parada em um shopping local, acreditar que era apenas uma abordagem comum, e depois verificar que o homem a acompanhava. Dias depois, a imagem chegou a amigos e ganhou alcance online.

O conteúdo mostra a mulher de forma não consensual, gerando constrangimento. Ela descreveu surpresa inicial, seguida de humilhação pela exposição pública da imagem. Vídeos desse tipo costumam ser usados para dicas de paquera, conforme apuração do veículo de imprensa.

Plataformas e respostas

Ao buscar o homem, a vítima recebeu respostas diversas. Em e-mail, o suposto autor alegou ter atuado dentro da lei e não ter obrigação de excluir o material, oferecendo removê-lo como serviço pago. O conteúdo, porém, já circulava amplamente.

O próprio entrevistado pela BBC afirmou que a intenção era facilitar interações leves e respeitosas, e que pode revisar casos individualmente quando houver desconforto. Ainda assim, o vídeo não foi apagado a pedido da vítima, que ficou inquieta com a permanência dos arquivos.

A Meta explicou ter removido o conteúdo relacionado ao vídeo e a conta do criador. O criador também teve o canal do YouTube desativado. No entanto, ele publicou material semelhante em outras redes, segundo apuração de plataformas de tecnologia.

A polícia abriu investigação, mas não avançou por falta de informações adicionais. A reportagem não confirma conclusão, mantendo o status de apuração em andamento.

No Brasil, a legalidade de filmar na rua varia conforme o contexto, e publicar imagens sem consentimento pode caracterizar dano à honra e eventual extorsão para remoção. O caso enfatiza debates sobre privacidade e responsabilidade de criadores de conteúdo.

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