- O Irã pediu o fim da guerra na região, desbloqueio de ativos congelados e fim do bloqueio aos portos iranianos, em resposta à proposta dos EUA; Trump classificou a proposta de “totalmente inaceitável.
- Teerã também exigiu garantias de segurança na navegação pelo Estreito de Ormuz e a liberação de ativos do povo iraniano, segundo a imprensa oficial; a proposta pode incluir negociações sobre o programa nuclear em até trinta dias.
- O governo americano afirmou que considerou a resposta iraniana inaceitável, enquanto o Irã chamou as exigências dos EUA de capitulação, sem aceitar desmantelamento de seu programa de enriquecimento.
- França e Reino Unido vão co-presidir, em reunião por videoconferência, um grupo de países interessados em contribuir para uma missão de segurança no Estreito de Ormuz; o Irã advertiu resposta imediata caso forças francesas ou britânicas sejam enviadas.
- A reunião busca definir contribuições militares para uma missão defensiva no estreito, destinada a garantir a passagem de navios mercantes, em meio a tensões entre EUA e Irã e ao conflito no Líbano.
O Irã pediu o fim da guerra na região e o desbloqueio dos ativos iranianos congelados, em resposta à proposta dos Estados Unidos. O anúncio foi feito pelo Ministério das Relações Exteriores nesta segunda-feira, 11 de maio.
O porta-voz Esmaïl Baghai afirmou que a demanda do Irã envolve direitos legítimos do país, incluindo o fim das sanções que afetam portos iranianos e a liberação de ativos nacionais. A avaliação oficial foi de que as exigências dos EUA são excessivas.
Segundo o Wall Street Journal, a proposta iraniana também aborda o programa nuclear com um prazo de 30 dias, com disposição para diluir parte do urânio enriquecido e transferir o restante para um país terceiro. O Irã recusaria o desmantelamento total e uma moratória de 20 anos.
Trump comentou nas redes sociais que a resposta iraniana é inaceitável, enquanto o Irã classificou as exigências como legitimamente moderadas. O porta-voz iraniano destacou que a resposta busca a segurança da navegação no Estreito de Ormuz.
Na leitura oficial, Teerã enfatiza a necessidade de pôr fim ao conflito e ressalta a segurança marítima, com menção ao Líbano. Israel mantém operação militar na região, apesar de uma trégua declarada em 16 de abril, para neutralizar o Hezbollah, aliado do Irã.
Contexto regional e negociações
A região continua marcada por tensões. Mais de 2.700 pessoas morreram no Líbano desde 2 de março, segundo a imprensa local, entre civis e jornalistas. Em Islamabad, houve apenas uma rodada de negociações, em 11 de abril, mediada pelo Paquistão.
Israel afirmou que a guerra contra o Irã não terminou, defendendo a retirada de urânio enrichment do Irã e a limitação das capacidades das milícias aliadas. O governo israelense não comentou publicamente planos de envio de forças ao estreito.
Forças e missões no Estreito de Ormuz
França e Reino Unido concordaram em copresidir uma reunião por videoconferência para discutir contribuições à possível missão de segurança no Estreito de Ormuz. O objetivo é proteger a passagem e reinsurgir operações comerciais, com participação de várias nações.
O Ministério da Defesa britânico informou que cerca de 40 países devem analisar contribuições militares para a missão. França descartou a ideia de envio imediato, apesar de diálogo contínuo entre aliados.
Londres anunciou o pré-posicionamento de navios no Oriente Médio, incluindo o HMS Dragon. A França confirmou envio do porta-aviões Charles de Gaulle à região, com foco na orientação de uma força multinacional.
ONU, bloqueio e cenário atual
Durante a reunião prevista para terça-feira, o objetivo é demonstrar disposição para agir, não apenas falar. O bloqueio no Estreito de Ormuz envolve grande parte do tráfego mundial de petróleo, com aproximadamente 1.500 navios retidos na região e milhares de tripulantes.
Os EUA e o Irã continuam em posição de confronto indireto, com sanções e pressões diplomáticas. O Conselho de Segurança da ONU foi acionado por Washington e Bahrein para exigir que Teerã pare de impedir a navegação, enquanto a Rússia sinalizou resistência ao texto.
Fonte: agências.
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