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Irã exige fim da guerra e desbloqueio de ativos; Trump considera inaceitável

Irã pede fim da guerra na região e desbloqueio de ativos; negociações sobre urânio são citadas, enquanto Trump classifica a proposta como inaceitável

O presidente francês, Emmanuel Macron, conversa com o primeiro‑ministro britânico, Keir Starmer, no pátio do Palácio do Eliseu, em Paris, em 17 de abril de 2026, durante reunião de aliados que discutiu o envio de uma força multinacional para garantir a segurança e a livre navegação no estreito de Ormuz.
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  • O Irã pediu o fim da guerra na região, desbloqueio de ativos congelados e fim do bloqueio aos portos iranianos, em resposta à proposta dos EUA; Trump classificou a proposta de “totalmente inaceitável.
  • Teerã também exigiu garantias de segurança na navegação pelo Estreito de Ormuz e a liberação de ativos do povo iraniano, segundo a imprensa oficial; a proposta pode incluir negociações sobre o programa nuclear em até trinta dias.
  • O governo americano afirmou que considerou a resposta iraniana inaceitável, enquanto o Irã chamou as exigências dos EUA de capitulação, sem aceitar desmantelamento de seu programa de enriquecimento.
  • França e Reino Unido vão co-presidir, em reunião por videoconferência, um grupo de países interessados em contribuir para uma missão de segurança no Estreito de Ormuz; o Irã advertiu resposta imediata caso forças francesas ou britânicas sejam enviadas.
  • A reunião busca definir contribuições militares para uma missão defensiva no estreito, destinada a garantir a passagem de navios mercantes, em meio a tensões entre EUA e Irã e ao conflito no Líbano.

O Irã pediu o fim da guerra na região e o desbloqueio dos ativos iranianos congelados, em resposta à proposta dos Estados Unidos. O anúncio foi feito pelo Ministério das Relações Exteriores nesta segunda-feira, 11 de maio.

O porta-voz Esmaïl Baghai afirmou que a demanda do Irã envolve direitos legítimos do país, incluindo o fim das sanções que afetam portos iranianos e a liberação de ativos nacionais. A avaliação oficial foi de que as exigências dos EUA são excessivas.

Segundo o Wall Street Journal, a proposta iraniana também aborda o programa nuclear com um prazo de 30 dias, com disposição para diluir parte do urânio enriquecido e transferir o restante para um país terceiro. O Irã recusaria o desmantelamento total e uma moratória de 20 anos.

Trump comentou nas redes sociais que a resposta iraniana é inaceitável, enquanto o Irã classificou as exigências como legitimamente moderadas. O porta-voz iraniano destacou que a resposta busca a segurança da navegação no Estreito de Ormuz.

Na leitura oficial, Teerã enfatiza a necessidade de pôr fim ao conflito e ressalta a segurança marítima, com menção ao Líbano. Israel mantém operação militar na região, apesar de uma trégua declarada em 16 de abril, para neutralizar o Hezbollah, aliado do Irã.

Contexto regional e negociações

A região continua marcada por tensões. Mais de 2.700 pessoas morreram no Líbano desde 2 de março, segundo a imprensa local, entre civis e jornalistas. Em Islamabad, houve apenas uma rodada de negociações, em 11 de abril, mediada pelo Paquistão.

Israel afirmou que a guerra contra o Irã não terminou, defendendo a retirada de urânio enrichment do Irã e a limitação das capacidades das milícias aliadas. O governo israelense não comentou publicamente planos de envio de forças ao estreito.

Forças e missões no Estreito de Ormuz

França e Reino Unido concordaram em copresidir uma reunião por videoconferência para discutir contribuições à possível missão de segurança no Estreito de Ormuz. O objetivo é proteger a passagem e reinsurgir operações comerciais, com participação de várias nações.

O Ministério da Defesa britânico informou que cerca de 40 países devem analisar contribuições militares para a missão. França descartou a ideia de envio imediato, apesar de diálogo contínuo entre aliados.

Londres anunciou o pré-posicionamento de navios no Oriente Médio, incluindo o HMS Dragon. A França confirmou envio do porta-aviões Charles de Gaulle à região, com foco na orientação de uma força multinacional.

ONU, bloqueio e cenário atual

Durante a reunião prevista para terça-feira, o objetivo é demonstrar disposição para agir, não apenas falar. O bloqueio no Estreito de Ormuz envolve grande parte do tráfego mundial de petróleo, com aproximadamente 1.500 navios retidos na região e milhares de tripulantes.

Os EUA e o Irã continuam em posição de confronto indireto, com sanções e pressões diplomáticas. O Conselho de Segurança da ONU foi acionado por Washington e Bahrein para exigir que Teerã pare de impedir a navegação, enquanto a Rússia sinalizou resistência ao texto.

Fonte: agências.

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