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Iranianos acreditam ter vencido o conflito, aponta professor

Analista aponta que o Irã acredita ter vencido, prolongando o impasse com os EUA; tensão no Estreito de Ormuz pode escalar o conflito

Milhares se reúnem em Teerã enquanto o Ira marca 40 dias desde a morte do líder supremo Ali Khamenei
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  • O impasse nas negociações entre os EUA e o Irã para encerrar o conflito é explicado pelo professor Sandro Teixeira Moita como resultado da crença iraniana de ter saído vitorioso, o que os motiva a prolongar as negociações.
  • Mantido o bloqueio dos EUA, o Irã poderia suportar pressões entre seis meses e um ano, segundo Moita, que vê o prolongamento como estratégia.
  • Trump acredita ter enfraquecido o Irã, mas o professor aponta uma realidade com duas visões: enfraquecimento material do regime, porém fortalecimento ideológico que sustenta o governo.
  • O Irã reivindica soberania sobre o solo submarino do Estreito de Ormuz, com ideia de cobrar taxas de navios que passem pelo trecho, segundo canais ligados à Guarda Revolucionária.
  • Moita classifica a escalada como fogo lento e alerta que podem ocorrer novos enfrentamentos na semana, diante da impaciência americana e da expectativa de renovação das hostilidades pela guarda revolucionária.

O impasse nas negociações entre os EUA e o Irã para encerrar o conflito no Oriente Médio tem explicação atribuída por Sandro Teixeira Moita, professor de Ciências Militares. Ele analisou o cenário em participação no WW desta segunda-feira (11). Segundo o professor, os iranianos acreditam ter saído vitoriosos do embate e usam essa percepção para prolongar as tratativas com Washington.

Moita afirma que, com o bloqueio dos EUA mantido, o Irã teria entre seis meses e um ano de capacidade para resistir às pressões. A estratégia de alongar as negociações é recebida por parte da administração americana com crescente impaciência, conforme ele observa. O professor sugere que há duas leituras conflitantes sobre o resultado do confronto para o regime iraniano.

O analista destaca que, mesmo com suposta fraqueza militar, o regime fortificou a narrativa ideológica ao sobreviver à batalha prevista contra os Estados Unidos, fortalecendo assim sua base interna. Esse desfecho, na leitura dele, fornece ao Irã munição para manter apoio interno em momentos de tensão.

Nova reivindicação sobre o Estreito de Ormuz

Oficiais próximos à Guarda Revolucionária iraniana passaram a afirmar que o Irã conquistou soberania sobre o solo submarino do Estreito de Ormuz. O estreito abriga cabos de internet que alimentam a região, incluindo Iraque, Kuwait, Catar e partes dos Emirados Árabes. Há relatos de possíveis cobranças de taxas pela passagem de navios pelo trecho.

Para Moita, o conflito segue em fase de escalada, descrita por ele como um fogo lento que avança. Os episódios da última semana sugerem um aumento da tensão, ainda que não haja confirmação de novos confrontos imediatos. Ele aponta que a impaciência de Trump e a leitura de oportunidade pela Guarda Revolucionária elevam o risco de novas hostilidades.

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