- O ditador Kim Jong-un visitou o destróier Choe Hyon no Mar Ocidental da Coreia, cerca de 222 quilômetros da costa, acompanhado pela filha Kim Ju-ae.
- Durante a inspeção, ele percorreu o centro de controle integrado e a sala de armas para verificar o treinamento da tripulação e o desempenho técnico da embarcação, que conta com mísseis guiados.
- A KCNA informou que Kim elogiou a preparação da tripulação e determinou a incorporação do navio à Marinha em meados de junho.
- O líder também discutiu o andamento de contratorpedeiros em construção, a criação de uma nova base naval e mudanças no projeto de outros navios.
- Em relação ao arsenal, a Coreia do Norte mantém uma frota extensa e planeja ampliar capacidades, incluindo mísseis balísticos intercontinentais, com ênfase em fortalecer a dissuasão e a prontidão naval.
Kim Jong-un inspeciona o destróier Choe Hyon no Mar Ocidental da Coreia, acompanhado pela filha Kim Ju-ae, em visita que também envolveu autoridades militares, da indústria naval e do Partido dos Trabalhadores. A inspeção ocorreu durante testes de manobrabilidade para avaliar o desempenho da embarcação antes da entrada em operação. A KCNA informou que a visita serviu para verificar preparativos de combate e o sistema de controle da embarcação, que dispõe de mísseis guiados.
Durante o tour, o ditador percorreu áreas operacionais do navio, incluindo o centro de controle integrado e a sala de armas. Ao final, Kim Jong-un afirmou que o navio deve ser incorporado à Marinha em meados de junho conforme o cronograma, e ressaltou a importância da prontidão da tripulação. Acompanhavam-no autoridades de alto escalão e representantes do setor naval.
Em reunião com autoridades de defesa, o líder discutiu a posição de contratorpedeiros em construção e a necessidade de criar uma nova base naval para ampliar as operações da frota. Também foram apresentados relatórios sobre mudanças no projeto e novos sistemas de armas previstos para outros navios em desenvolvimento.
Expansão do arsenal nuclear
Dados do Global FirePower apontam a Coreia do Norte com uma força militar robusta, incluindo centenas de aeronaves, milhares de tanques e um efetivo superior a 100 mil militares na Força Aérea. A Marinha reúne destróieres, fragatas, corvetas, submarinos e várias embarcações de patrulha, com cerca de 60 mil militares em serviço.
A Coreia do Norte mantém um programa nuclear consolidado, apesar de sanções internacionais. A KCNA cita planos para ampliar a capacidade de defesa com mísseis balísticos intercontinentais, sistemas de ataque não tripulados com IA e outras tecnologias, visando ampliar a dissuasão frente a potenciais adversários, incluindo a Coreia do Sul.
Em fevereiro, Kim acompanhou a apresentação de um lançador múltiplo de foguetes com alcance estimado em cerca de 400 quilômetros. A agência estatal descreveu o equipamento como de alto poder de dissuasão e indicou que pode estar pronto para implantação em campo.
Entre na conversa da comunidade