- Emmanuel Macron interrompeu uma cúpula de países africanos em Nairobi, na Quênia, nesta segunda-feira, 11, chamando a plateia barulhenta de falta de respeito e pedindo que saíssem ou fossem para salas específicas.
- O episódio ocorreu durante o evento África em Frente, que busca reforçar uma parceria entre iguais entre França e nações africanas, com foco nas que têm inglês como língua oficial, e contou com a presença de mais de trinta chefes de Estado e governo.
- O contexto envolve o declínio da influência francesa na África e a discussão sobre a política chamada Françafrique, com a França tendo retirado militarmente seus contingentes da região, conclusão ocorrida no ano passado.
- O acordo de defesa assinado em outubro de 2025 entre França e Quênia autoriza a presença de tropas francesas com imunidade diplomática elevada na legislação local; cerca de oitocentos soldados franceses atuam no Quênia.
- Segundo autoridades quenianas, em casos graves como assassinato, os militares franceses podem ser julgados pela polícia local.
O presidente da França, Emmanuel Macron, interrompeu o debate durante uma cúpula de líderes africanos em Nairobi, Quênia, nesta segunda-feira, 11. Ele pediu que a plateia barulhenta saísse da sala, alegando que o ambiente impedia o tema cultura de ser discutido com seriedade.
Segundo relatos, Macron afirmou que o barulho era uma falta de respeito e sugeriu que quem quisesse falar sobre outros assuntos procurasse salas específicas ou saísse do local. A fala foi recebida com aplausos pela plateia presente.
A cúpula África em Frente, organizada em parceria com a França, visa ampliar uma política de parceria entre iguais com foco em países de língua inglesa. O encontro reúne mais de 30 chefes de Estado e governo para discutir a influência francesa no continente.
Contexto da cúpula e acordo de defesa
A iniciativa busca reforçar a presença francesa na África, após décadas de influência associada à antiga relação Françafrique. A França iniciou, em 2022, a retirada de parte de seu contingente militar, finalizando o processo no ano anterior, conforme anunciados oficiais.
Para Macron, o evento pode sinalizar uma nova linha de cooperação com países africanos. O texto da cúpula engloba acordos de defesa entre Paris e Nairobi, que permitem a presença militar francesa com imunidade diplomática elevada.
Cerca de 800 soldados franceses atuam no Quênia. As autoridades quenianas afirmam que crimes graves devem ser julgados pela polícia local, em caso de incidentes. O tratado assinado em outubro de 2025 é alvo de críticas de setores da sociedade civil no país.
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