- Na Finlândia, cada pai tem direito a cerca de 160 dias úteis remunerados de licença paternidade, aproximadamente 7 meses, desde a reforma de 2022.
- Ao todo, cerca de 14 meses podem ser compartilhados entre pais e filhos pela família.
- Parte dos dias pode ser transferida entre os pais, mas uma parcela permanece individual para incentivar a participação de ambos nos cuidados.
- No Brasil, discute-se ampliar a licença paternidade para 20 dias, contrastando com o modelo finlandês de corresponsabilidade desde o nascimento.
- Depoimentos citam que, na Finlândia, ser mãe não é obstáculo e que bem‑estar social, igualdade parental e flexibilidade ajudam carreira e vida familiar; o país acumula nove títulos de mais feliz do mundo segundo a ONU.
A Finlândia estabelece uma licença parental de cerca de 160 dias úteis por pai, equivalente a aproximadamente 7 meses. O sistema permite que cada responsável tenha esse período, com 14 meses compartilhados por família desde a reforma de 2022.
Após a mudança, parte dos dias pode ser transferida entre os pais, mas uma parcela permanece individual. A intenção é incentivar que ambos participem ativamente dos cuidados com os filhos desde o nascimento.
O país é alvo de comparação com o Brasil, onde a licença paternidade tem sido discutida para chegar a 20 dias. A Finlândia figura entre os países que ocupam a liderança em bem-estar social e igualdade parental, segundo reconhecimentos da ONU.
Modelo finlandês de licença parental
Na prática, a estrutura financeira e de direitos muda a rotina familiar. Uma dentista brasileira que vive na Finlândia relata que a experiência com três filhos alterou a visão sobre trabalho e maternidade, especialmente com o recebimento do mesmo direito de dias para o pai e a mãe.
A direção local enfatiza que o bem-estar social, a igualdade parental e a flexibilidade profissional ajudam a conciliar carreira e vida familiar. O país já soma vários reconhecimentos internacionais pelo ambiente de proteção à família.
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