- O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, pediu ao Pentágono que avalie as declarações do senador Mark Kelly sobre os estoques de armas.
- Kelly, em entrevista ao Face the Nation, disse estar preocupado com o estoque de munição dos EUA e citou um briefing do Pentágono com detalhes sobre munições.
- Hegseth acusou Kelly de divulgar informações classificadas e questionou se ele não violou o juramento novamente; Kelly negou ter revelado informações confidenciais.
- Kelly afirmou que a conversa ocorreu em uma audiência pública há uma semana e comentou que levaria anos para repor alguns estoques.
- O tema ocorre em meio a uma disputa legal sobre a possível demissão de Kelly, com tribunal de apelações próximo de rejeitar planos do Pentágono e uma liminar bloqueando a demissão desde fevereiro.
O Pentágono será solicitado a revisar as declarações do senador democrata Mark Kelly sobre os estoques de armas dos EUA. A solicitação veio do secretário de Defesa, Pete Hegseth, que afirmou que Kelly ter citado informações de uma reunião classificada durante entrevista televisiva.
Kelly, em participação no programa Face the Nation da CBS, comentou a reserva de munição dos EUA após o conflito com o Irã, mencionando detalhes de um briefing do Pentágono. O senador afirmou que o tema é sensível e que a história exposta não está totalmente clara ao público.
Hegseth, por sua vez, acusou Kelly de divulgar informações em aberto, publicando no X que o parlamentar estaria violando juramento. Kelly negou ter revelado conteúdo confidencial e disse que as informações foram discutidas em uma audiência pública recente.
O Pentágono, questionado sobre a investigação, limitou-se a remeter às mensagens de Hegseth. A controvérsia ocorre em meio a decisões judiciais envolvendo Kelly e outros legisladores que incentivaram militares a desobedecer ordens consideradas ilegais.
O caso ganhou contornos adicionais com uma apelação de Pentagon relacionada a um processo movido por Kelly, que alega tentativa de rebaixamento em retaliação por críticas ao governo. Em fevereiro, uma decisão judicial temporária bloqueou a demissão durante o andamento da ação.
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