- Dezenas de pescadores nigerianos são dados como mortos ou desaparecidos após ataques aéreos do Chade contra Boko Haram no lago Chade.
- O presidente da Lake Chad Basin Fisheries Association of Nigeria, Abubakar Gamandi Usman, estimou mais de quarenta mortes e informou que corpos não foram encontrados.
- Alguns pescadores teriam sido atingidos pelos ataques, enquanto outros teriam se afogado ao tentar fugir em barcos superlotados.
- O governo do Chade afirmou ter realizado ataques aéreos intensivos em retaliação aos ataques de Boko Haram contra bases militares perto do lago; autoridades de Nigéria e do Chade não comentaram oficialmente.
- O lago Chade é compartilhado por Nigéria, Chade, Níger e Camarões e é há muito reduto de Boko Haram e do ISWAP; pescadores costumam viver em ilhas controladas pelo grupo.
Dozens of pescadores nigerianos estariam mortos após ataques aéreos de Chad contra o Boko Haram no lago Saara, na região do Lago Chad. A informação foi divulgada por Abubakar Gamandi Usman, presidente da Lake Chad Basin Fisheries Association of Nigeria. O número de vítimas ainda não foi confirmado pelas autoridades.
Segundo Usman, vários membros da associação estão desaparecidos e há estimativas de mais de 40 óbitos. Não há confirmação de corpos, e ele aponta que alguns pescadores teriam morrido ao tentar fugir em barcos superlotados. Ainda há relatos de pânico entre a comunidade local.
As autoridades de Chad e da Nigéria não se pronunciaram oficialmente sobre o episódio. No entanto, a presidência do Chad informou, via Facebook, ter realizado ataques aéreos intensos em retaliação a ataques do Boko Haram ocorridos na última segunda e na quarta-feira, que teriam atingido bases militares próximas ao Lago Chad, com pelo menos 24 soldados e dois generais mortos.
O Lago Chad é uma região ampla de rios e áreas alagadas compartilhada por Nigeria, Chad, Níger e Camarões, historicamente espaço de atuação do Boko Haram e da facção Iswap. Após ataques, o temor entre pescadores aumentou, com a presença de combatentes e barcos de pesca na área.
Usman afirmou que, após o cerco aéreo de sexta-feira, houve retirada de combatentes e de pescadores que habitam ilhas usadas pelos grupos. A pesca ocorre em ilhas onde o acesso é controlado por Boko Haram, que também coleta tributos dos pescadores.
A operação atual evidencia a continuidade da violência na região, que tem registrado aumento de ataques a forças de segurança, sequestros e ataques a comunidades. Em outubro de 2024, houve acusações de mortes civis durante ataques aéreos do Chad em Tilma Island, no Lago Chad.
Autoridades nigerianas não comentaram as alegações de que pescadores teriam sido afetados pelos últimos ataques aéreos. A comunidade local segue em alerta enquanto as buscas pelos desaparecidos correm com recursos limitados.
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