- O petróleo subiu após impasse nas negociações entre EUA e Irã e tensão no Estreito de Ormuz.
- Iran propôs fim da guerra em todas as frentes, resistência na região e compensações pelos danos, incluindo garantias de passagem segura pelo estreito.
- EUA rejeitaram a proposta de paz de Teerã, com Trump dizendo ser “totalmente inaceitável” nas redes sociais.
- Brent para julho chegou a US$ 103,52 por barril e o USWTI, US$ 97,51 por barril, ambos em alta.
- Três navios-tanque deixaram a região com rastreadores desligados na semana passada, em meio a tensões no estreito.
O petróleo sobe diante do impasse nas negociações entre EUA e Irã e da tensão no Estreito de Ormuz. O mercado reagiu após a rejeição rápida do presidente dos EUA, Donald Trump, à resposta iraniana a uma proposta de paz. O conflito já dura cerca de dez semanas e mantém temores sobre o tráfego marítimo na região.
Por volta das 7h30 (horário de Brasília), o Brent para entrega em julho subia 2,69%, cotado a 103,52 dólares por barril. O WTI, referência dos EUA, avançava 2,19%, para 97,51 dólares por barril. As altas refletem a percepção de que o conflito pode se prolongar, impactando oferta global de petróleo e gás natural.
A resposta do Irã, divulgada no domingo, enfatizou o fim da guerra em todas as frentes, com foco também no Líbano, onde o conflito envolve atores apoiados por Teerã. O governo iraniano pediu compensações pelos danos, reforçou sua soberania sobre Ormuz e solicitou o fim do bloqueio naval, a suspensão de sanções e a revogação de restrições à venda de petróleo.
Horas depois, Trump rejeitou a proposta iraniana, afirmando que seria “TOTALMENTE INACEITÁVEL” em postagens nas redes sociais. A posição dos EUA é de que as negociações devem avançar com o fim dos combates antes de temas sensíveis, como o programa nuclear iraniano, serem discutidos.
Cenário diplomático
O Irã informou que considera a proposta “generosa e responsável” e reiterou demandas por passagem segura pelo Estreito de Ormuz, maior segurança regional e liberação de ativos congelados. A situação mantém incerteza sobre próximos passos diplomáticos ou militares.
Antes do início da guerra, o estreito respondia por cerca de um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito comercializados mundialmente, destacando a importância estratégica da região para o abastecimento global.
Três navios-tanque cruzaram o Estreito nos últimos dias, com rastreadores desligados, em uma manobra para evitar ataques. Dados de empresas de análise indicam tráfego reduzido em relação ao período pré-guerra, mas com interrupções pontuais.
Contexto regional e afetação econômica
Confrontos ao redor do Estreito continuam de forma esporádica, testando o cessar-fogo que interrompeu a guerra em larga escala desde abril. A instabilidade energética global permanece elevada, com impactos na percepção de preços e na tomada de decisões de autoridades públicas.
Entre os desdobramentos, o Irã sinaliza que manterá a defesa de seus interesses nacionais, enquanto aliados regionais observam com cautela o desfecho das negociações. O Irã também busca apoio internacional para a solução do impasse, com possíveis ações diplomáticas nos próximos dias.
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