- A Polônia pediu esclarecimentos sobre como o ex-ministro Zbigniew Ziobro, procurado por abusos de poder, conseguiu viajar da Hungria para os Estados Unidos.
- Ziobro e seu vice, Marcin Romanowski, haviam recebido asilo na Hungria concedido por Víktor Orbán; Varsóvia esperava que eles voltassem ao país após as eleições de abril.
- A embaixada dos EUA em Varsóvia e o Ministério das Relações Exteriores da Hungria não comentaram o assunto de imediato.
- Ziobro confirmou, à TV Republika, que está nos EUA e deverá atuar como comentarista político; a rede é próxima ao partido Leibe e Justiça.
- Ziobro responde a vinte e seis acusações, principalmente por uso indevido de recursos de um fundo de auxílio a vítimas de crimes para obter vantagem política.
O governo polonês pediu explicações sobre a passagem de Zbigniew Ziobro, ex-ministro da Justiça, e de seu vice, Marcin Romanowski, da Hungria para os Estados Unidos. A Polônia quer entender a base legal e fática que permitiu essa viagem, bem como quais documentos autorizaram a entrada nos EUA.
Ziobro, que recebeu asilo na Hungria em meio a acusações de corrupção, havia tido seus passaportes apreendidos. Romanowski teve o paradeiro informado como incerto. A Polônia contesta o movimento e reforça a necessidade de esclarecimentos por parte de Hungria e dos EUA.
Declarações oficiais e posicionamento diplomático
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Polônia, Maciej Wewior, disse à Reuters que Varsóvia buscará as bases legais para a saída de Ziobro do território húngaro e o que lhe permitiu cruzar a fronteira. O chanceleres também pediu informações sobre o regresso possível aos poloneses.
Ziobro confirmou, à TV Republika, estar nos EUA, segundo a emissora que apoia o PiS. A reporter disse que ele deverá atuar como comentarista político. A entrevista foi publicada após rumores de permanência nos EUA ganharem força na imprensa local.
Contexto e acusações
Ziobro é figura central nas reformas judiciais promovidas pelo PiS de 2015 a 2023, que a UE afirma terem reduzido a independência do Judiciário. O ex-ministro enfrenta 26 acusações, ligadas principalmente à possível utilização de recursos de um fundo de vítimas de crimes para ganhos políticos.
Desdobramentos diplomáticos
As autoridades americanas e húngaras não responderam a solicitações de comentário sobre o caso. A Polônia afirma que as informações são cruciais para entender impactos bilaterais e manter relações estáveis com os dois países. A situação permanece sob avaliação das autoridades envolvidas.
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