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Putin vence Bienal de Veneza, diz ministra italiana da Cultura

Ministro de Cultura da Itália diz que Putin venceu a Bienal de Veneza, em meio a controvérsia sobre a participação russa, sanções e protestos

Alessandro Giuli.
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  • O ministro da Cultura da Itália, Alessandro Giuli, afirmou que Vladimir Putin “venceu” a Bienal de Veneza, em meio à controvérsia sobre a participação russa.
  • Giuli disse à Corriere della Sera que não vê dissenso entre artistas do pavilhão russo e que artistas do mundo livre podem expressar oposição ao regime.
  • O pavilhão russo gerou protestos, com a participação de Pussy Riot e FEMEN, e a União Europeia chegou a falar em suspender um subsídio de € 2 milhões.
  • A Bienal manteve a participação da Rússia, alegando que o país é reconhecido como estado no exterior, e o pavilhão russo permaneceu em exibição.
  • Antes da abertura, a comissão julgadora havia decidido que nações acusadas de crimes contra a humanidade pelo Tribunal Penal Internacional não concorreriam ao Leão de Ouro, mas cinco membros renunciaram sem explicação.

O ministro da Cultura da Itália, Alessandro Giuli, afirmou que Vladimir Putin, presidente da Rússia, teria vencido a edição deste ano da Venice Biennale. A declaração foi feita ao jornal Corriere della Sera na semana passada. A afirmação ocorre em meio à controvérsia sobre a participação russa no evento.

Giuli disse não haver dúvidas de que Putin venceu. Disse ainda que não parece haver espaço para críticas ao regime russo dentro do Pavilhão Russo. Afirmou que artistas russos atuando na Biennale não são agentes de Moscou, mas artistas de um país livre teriam direito a expressar dissenso.

A participação russa gerou forte oposição de ativistas, artistas e políticos. Grupos pediram a remoção da Rússia do festival, e a União Europeia chegou a anunciar a suspensão de um subsídio de 2 milhões de euros ao evento. Giuli pediu a demissão de um membro do conselho da Biennale.

A Biennale manteve sua posição, alegando não ser possível excluir a Rússia por ela ser reconhecida como estado pela Itália. Segundo a instituição, para participar é suficiente que um pavilão notifique a Biennale de sua intenção de participação. O pavilhão russo foi inaugurado, com protestos de Pussy Riot e FEMEN diante da estrutura.

Antes da abertura, o júri da Biennale informou que países acusados de crimes contra a humanidade pelo Tribunal Penal Internacional não seriam considerados para o Leão de Ouro, o que envolveria Rússia e Israel. Cerca de uma semana depois, todos os cinco membros do júri apresentaram renúncia sem explicação.

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