- Vladimir Putin sugeriu o ex-chanceler alemão Gerhard Schröder como possível mediador em negociações de paz para a Ucrânia, após o desfile militar em Moscou.
- Schröder é aliado de longa data de Putin e tem histórico de cargos em empresas russas, como Gazprom, Rosneft e Nord Stream.
- O ex-chanceler ficou conhecido por defender relações próximas com a Rússia mesmo durante a invasão da Ucrânia, o que gerou críticas e levou à perda de privilégios no Bundestag em 2022.
- Em 2024, Schröder afirmou à agência alemã DPA que negociações com Putin podem ser a única forma de encerrar o conflito.
- A posição de Schröder já foi alvo de críticas, incluindo de Alexei Navalny, e houve pedidos para que ele se afastasse de cargos ligados a projetos russos.
Gerhard Schröder, ex-chanceler alemão, ganhou notoriedade por manter estreita relação com o Kremlin. Em meio à guerra na Ucrânia, Vladimir Putin indicou o veterano do SPD como possível mediador nas negociações de paz.
A declaração foi feita após um desfile militar em Moscou, quando Putin afirmou que, entre europeus, não haveria interlocutor melhor do que Schröder para conversar sobre um acordo. A ideia foi apresentada como forma de avançar nas tratativas.
Schröder governou a Alemanha entre 1998 e 2005 e ficou conhecido por posição pró-Rússia na política externa. A relação próxima com Putin alinhou-o a projetos de energia russos, marcando seu legado político e empresarial.
Relação com a Rússia e atuação pública
Schröder manteve vínculos com empresas estatais russas, como Rosneft e Gazprom, e participou de iniciativas ligadas ao Nord Stream. Esses laços contribuíram para críticas domésticas, especialmente após a invasão da Ucrânia.
Pelo cenário alemão, a proximidade gerou descontentamento interno. Em 2022, o Bundestag retirou dos ex-chanceleres certos privilégios de escritório financiado pelo Estado, refletindo o desgaste político decorrente das relações com Moscou.
Histórico e contexto
Schröder liderou o SPD, enfrentou oposição pela postura em relação à Rússia e esteve ligado a patrocínios esportivos envolvendo Gazprom. Em 2024, ele saiu de cargos na gestão de empresas russas sob pressão pública e política.
Entre na conversa da comunidade