- A reunião entre Trump e Xi está prevista para 13 a 15 de maio, em Pequim, com a pauta principal sendo a guerra comercial entre EUA e China.
- Pequim busca evitar que as tarifas elevadas retomem, após alcançarem até cento e quarenta e cinco por cento no ano passado.
- A crise no estreito de Hormuz, passagem de metade do petróleo da China, é uma preocupação central para manter o abastecimento e estabilidade econômica.
- Os EUA pressionam a China para influenciar o Irã e repensar acordos regionais, incluindo a possível flexibilização de condições para Taiwan.
- Analistas destacam que o encontro pode resultar em uma extensão da trégua comercial já vigente, sem grandes avanços, e em negociações de mensagens ambíguas sobre comércio e Taiwan.
O encontro entre Donald Trump e Xi Jinping, inicialmente previsto para março em Beijing, foi remarcado para 13 a 15 de maio. A pauta principal é a relação entre EUA e China, com foco na guerra comercial, energia e questões de Taiwan.
O governo americano sinalizou que Trump busca apoio de Xi para avançar em uma possível aproximação com o Irã, em meio a ataques e tensões na região. A China, por sua vez, tenta evitar a retomada de tarifas elevadas e manter previsibilidade para a economia, especialmente no curto prazo.
A escalada do conflito no Oriente Médio já provocou reações globais. Houve a inclusão de ações conjuntas com Israel contra o Irã, elevando o risco de um choque mais amplo. Beijing avalia impactos diretos na cadeia de suprimentos e no comércio mundial.
Contexto geopolítico
A China cobra que as tarifas impostas pelos EUA, que já chegaram a 145% em determinados momentos, não voltem a subir. Além disso, o país precisa de uma solução para o estreito de Hormuz, rota crucial para o petróleo chinês, afetada por instabilidades regionais.
Especialistas destacam que, embora a China tenha se mostrado mais resiliente em choques energéticos, uma desaceleração global pode prejudicar sua economia, com exportações representando uma parcela relevante do PIB. As autoridades chinesas desejam estabilidade para o ambiente de negócios.
Ao discutir o Irã, analistas veem a necessidade de China e EUA trabalharem juntos para evitar uma crise prolongada. O Tesouro americano enfatizou a necessidade de Pequim aumentar a pressão sobre Teerã para reabrir o estreito.
Perspectivas para a negociação e Taiwan
Espere-se que o encontro resulte em uma extensão da trégua comercial vigente desde outubro, com declarações mais abrangentes sem grandes compromissos. A dinâmica envolve a possibilidade de ganhos simbólicos para cada parte, sem prometer um acordo definitivo.
A questão de Taiwan permanece central. Os EUA aprovaram, no ano passado, um pacote de armas de US$ 11 bilhões para a ilha, já em avaliação pelo Congresso. Pequim busca evitar progressos nesse tema, visando preservar sua linha de discurso sobre soberania.
Ontem, a defesa de Taiwan recebeu novo impulso com a aprovação de um orçamento especial de US$ 25 bilhões pelo Legislativo taiwanês. A pasta de Estado dos EUA indicou que atrasos adicionais em capacidades domésticas seriam prejudiciais aos interesses de segurança regional.
A reunião ocorre em um momento de maior disponibilidade de Beijing para influenciar a diplomacia EUA-Irã, ao mesmo tempo em que observa a evolução de negociações comerciais e o patamar de cooperação com Washington sobre Taiwan. Fonte: The Guardian.
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