- O segundo navio catari, MIHZEM, com 174 mil metros cúbicos de GNL, atravessa o Estreito de Ormuz em direção ao Porto Qasim, Paquistão, com chegada prevista em 12 de maio.
- A travessia mostra que o tráfego pela hidrovia está sendo autorizado caso a caso, diante dos riscos persistentes do conflito na região.
- No fim de semana, o navio Al Kharaitiyat atravessou Ormuz pela rota norte, em passagem já aprovada pelo Irã.
- O GNL é vendido ao Paquistão em acordo de governo para governo; o Irã aprovou o carregamento para fortalecer a confiança entre os países.
- Ainda há dois navios com GNL catari prontos para seguir ao Paquistão nos próximos dias, conforme fontes envolvidas no acordo.
Um segundo navio catari carregado com GNL atravessa o Estreito de Ormuz em direção ao Paquistão, dias após a passagem da primeira carga sob um acordo entre Irã, Catar e Paquistão. O movimento evidencia que o tráfego pela hidrovia é autorizado caso a caso, diante dos riscos do conflito regional.
A embarcação MIHZEM, com 174 mil m³ de capacidade, zarpou de Ras Laffan e segue para o Porto Qasim, no Paquistão. Dados de navegação da LSEG indicam chegada prevista para 12 de maio.
Este é o segundo transporte bem-sucedido de GNL do Catar por Ormuz desde o início do conflito com o Irã. No fim de semana, o Al Kharaitiyat cruzou pela rota norte, em rota aprovada pelo Irã, e completou a travessia no domingo.
O GNL é enviado ao Paquistão sob um acordo governo a governo, segundo fontes familiarizadas com o tema. O Irã teria aprovado o carregamento para fortalecer a confiança entre os três países, com mais dois navios do Catar previstos nos próximos dias.
O Paquistão tem discutido com o Irã a permissão para permitir um número limitado de navios atravessar Ormuz, devido à necessidade de enfrentar a escassez de gás. As partes estão coordenando as passagens seguras da entrega sob o acordo.
Em março, a ADNOC, dos Emirados Árabes, conseguiu enviar dois cargueiros por Ormuz após sinais de rastreamento terem sido desativados, destacando os riscos na hidrovia. Não houve confirmação de incidentes.
O Catar figura como o segundo maior exportador mundial de GNL, com vendas concentradas na Ásia. Ataques iranianos reduziram 17% da capacidade de exportação, e reparos devem manter cerca de 12,8 milhões de toneladas por ano fora de operação por 3 a 5 anos.
Entre na conversa da comunidade