- Em Londres, a alta corte recebe o processo entre Shein e Temu, duas das maiores plataformas de comércio eletrônico chinesas, sobre violação de direitos autorais em escala industrial.
- A Shein afirma que vendedores terceirizados na Temu usam imagens copiadas de seu site para anunciar produtos semelhantes; a Temu nega, dizendo que a responsabilidade cabe aos lojistas independentes.
- O caso pode definir até que ponto marketplaces são responsáveis pelo conteúdo publicado por terceiros, com a decisão esperada após cerca de duas semanas.
- A disputa reflete uma guerra maior por controle do varejo de baixo custo no Ocidente, com ambas as plataformas acusadas de copiar designs e de uso agressivo de dados e publicidade.
- Analistas veem o julgamento como marco para plataformas digitais, influenciando regulações sobre propriedade intelectual, responsabilidade e comércio internacional.
A disputa entre Shein e Temu ganhou um novo capítulo na Justiça britânica. Em Londres, a Alta Corte recebe o processo que acusa a Temu de violações de direitos autorais em escala industrial, por permitir que lojistas usem fotos copiadas do site da concorrente para anunciar produtos semelhantes. A defesa afirma que a Temu atua apenas como marketplace e não controla os conteúdos.
A ação, iniciada nesta semana, sustenta que milhares de imagens teriam sido reproduzidas sem autorização. A Shein pede que a Justiça determine a remoção de conteúdos irregulares e contesta a ideia de neutralidade da plataforma. A Temu rebate, alegando que a responsabilidade é dos lojistas independentes.
Disputa vai além das fotos
Especialistas veem o caso como parte de uma batalha maior pelo controle do varejo de baixo custo no Ocidente. A Shein popularizou um modelo de produção rápida com fornecedores chineses e envio direto aos consumidores. A Temu, controlada pelo grupo PDD Holdings, amplia o catálogo com itens diversos, mantendo estratégia semelhante.
As duas empresas cresceram com preços baixos, uso intenso de algoritmos e publicidade agressiva. Dados da Sensor Tower indicam que Shein e Temu estiveram entre os apps de compras mais baixados em 2025. O julgamento em Londres pode estabelecer precedentes sobre responsabilidade de plataformas por conteúdos de vendedores terceiros.
Justiça discute responsabilidade das plataformas
O foco é definir até que ponto plataformas como Temu devem responder por anúncios e conteúdos publicados por lojistas. A defesa da Temu afirma que a empresa hospeda anúncios e não controla o material. A Shein sustenta que a plataforma lucra com a operação e possui mecanismos para monitorar violações.
O processo ocorre em meio a pressões regulatórias sobre as plataformas e críticas de marcas internacionais. Organizações de defesa do consumidor apontam questões de transparência, desperdício têxtil e condições de trabalho na cadeia produtiva chinesa. O caso pode influenciar debates sobre pirataria e propriedade intelectual.
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